Este é um microcosmo apartidário embora ideológico, pois «nenhuma escrita é ideologicamente neutra*»

*Roland Bartes

Intros: 1 2

domingo, 10 de fevereiro de 2019

Para crentes e não...

A capacidade de concebermos o Sobrenatural, bem como produzirmos Cultura são as nossas duas mais distintivas características, aquelas que nos elevam a um patamar que nenhum outro ser vivo consegue sequer almejar. É simultaneamente uma perceção antropologicamente antiga, difícil de compreender como de facto surgiu, mas alçando-se a certeza (e única certeza) de quando existiu e isso aconteceu assim que tivemos poder dedutivo, relacional...enfim inteligência em nós.

Neste âmbito, tenho, pois, enorme dificuldade em compreender como alguns eclesiásticos quedam-se logo pelo primeiro aspeto, procurando humanizar tudo, entrando assim em contradição com aquilo que, suposta e alegadamente, deveriam defender e, sobretudo, acreditar: na Infinidade de Deus, Deus a quem nada é impossível e que nos concede uma Liberdade infindável até ao ponto de nos deixar livres de não acreditar Nele.
O que não é razoável é existir quem (supostamente) acredita e querer diminuí-Lo, tornando-O incapaz de realizar pequenas coisas que para nós são impossíveis, mas que para Ele não se afiguram sequer obstaculizantes. 
Pequenos aqueles que padronizam tudo à escala daquilo que todos vislumbram, em contraponto com aqueles que veem numa escala de que nem todos vislumbram.







Bento XVI, em entrevista.

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Entre homens de inteligência, não há nada mais nobre e digno do que um jurar lealdade a outro, enquanto seu representante, se aquele for merecedor disso. (Pedro Paiva Araújo)

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Um presidente da república disse «(...)"ser o provedor do povo". O povo. Aquela coisa distante. A vantagem de ser monárquico é nestas coisas. Um rei não diz ser o provedor do povo. Nem diz ser do povo. Diz que é o povo.» (Rodrigo Moita de Deus)

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