Este é um microcosmo apartidário embora ideológico, pois «nenhuma escrita é ideologicamente neutra*»

*Roland Bartes

Intros: 1 2

sábado, 27 de outubro de 2018

Cinema 2018

Como sempre, e para aqueles que me conhecem melhor, as férias foram aproveitadas para colocar em dia alguns filmes.
Por razões de estreita agenda, apenas agora foi-me possível compilar aqueles que pretendia ver, e vi, este ano e que haviam sido pré-selecionados.

À semelhança dos anos transatos, deixo aqui a seleção vista este ano:

15:17 Destino Paris, de Clint Eastwood (2018)
A Duquesa, de Saul Dibb (2008)
A Febre das Tulipas, de Justin Chadwick (2017)
A Paixão de Van Gogh, de Dorota Kobiela e Hugh Welchman (2017)
Alien: Covenant, de Ridley Scott (2017)
As Falsas Confidências, de Luc Bondy (2017)
Blade Runner 2049, de Denis Villeneuve (2017)
Borg Vs McEnroe, de Janus Metz Pedersen (2017)
Carlos III, de Rupert Goold (2017)
Churchill, de Jonathan Teplitzky (2017)
Coco Avant Chanel, de Anne Fontaine (2009)
Dunkirk, de Christopher Nolan (2017)
Elis, de Hugo Prata (2016)
Guardiões da Galáxia Vol. 2, de James Gunn (2017)
Guerra dos Sexos, de Valerie Faris (2017)
Jackie, de Pablo Larrain (2016)
Logan, de James Mangold (2017)
Manchester By the Sea, de Kenneth Lonergan (2016) 
Marvel Inhumans, Série – 8 episódios todos da 1.º época (2017)
Moonlight, Barry Jenkins (2016)
Música a Música, de Terrence Malick (2017)
Nina, de Cynthia Mort (2016)
O Círculo, de James Ponsoldt (2017)
O Estranho Que Nós Amamos, de Sofia Coppola (2017)
O Jovem Karl Marx, de Raoul Peck (2017)
O Sétimo Selo, de Ingmar Bergman (1957)
Paris Pode Esperar, de Eleanor Coppola (2016)
Polina, de Angelin Preljocaj e Valérie Müller (2016)
Prometheus, de Ridley Scott (2012)
Silêncio, de Martin Scorsese (2016)
Soldado Milhões, de Gonçalo Galvão Teles e Jorge Paixão da Costa (2018)
Split: Fragmentado, M. Night Shyamalan (2016)
T2: Trainspotting, de Danny Boyle (2017)
Uma História Americana, de Ewan McGregor (2016)
Victoria and Abdul, de Stephen Frears (2017)

Destacaria e recomendaria, considerando o respetivo género de cada filme, estes 17:

15:17 Destino Paris, de Clint Eastwood (2018)
Alien: Covenant, de Ridley Scott (2017)
Blade Runner 2049, de Denis Villeneuve (2017)
Borg Vs McEnroe, de Janus Metz Pedersen (2017)
Dunkirk, de Christopher Nolan (2017)
Elis, de Hugo Prata (2016)
Guardiões da Galáxia Vol. 2, de James Gunn (2017)
Manchester By the Sea, de Kenneth Lonergan (2016) 
Moonlight, Barry Jenkins (2016)
O Estranho Que Nós Amamos, de Sofia Coppola (2017)
O Sétimo Selo, de Ingmar Bergman (1957)
Prometheus, de Ridley Scott (2012)
Silêncio, de Martin Scorsese (2016)
Split: Fragmentado, M. Night Shyamalan (2016)
T2: Trainspotting, de Danny Boyle (2017)
Uma História Americana, de Ewan McGregor (2016)
Victoria and Abdul, de Stephen Frears (2017)

Apenas uma referência específica ao filme “Silêncio”, de Martin Scorsese, o qual aborda a tentativa de cristianização do Japão por padres Jesuítas portugueses. 
Apesar de ser um grande e difícil trabalho, contudo, e como seria espetável, mesmo sendo o Cristianismo um dos grandes pilares do humanismo ocidental, em especial na Europa, a verdade é que, com os atuais valores crescentes, cada vez mais dominantes, centrados no ter e no parecer, era evidente que um filme daquela dimensão cinematográfica iria ser, obviamente, remetido, pela Indústria, à ostracização e ao esquecimento. 
Porém, e apesar de ser um filme muito violento, não tanto pelos dramáticos métodos que os japoneses usavam para dissuadir a religião Católica no seu País, mas antes pelo cenário a que um crente é submetido, confrontado que é com tanta dificuldade que lhe atinge o âmago da fé, posso agora dizer, após o devido distanciamento à data em que o vi, que o momento final desta película é dos mais sensibilizantes e complexos que alguma vez vi/senti no cinema.

Foto - Brigitte Lacombe | ©️ Direitos Reservados.


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