Este é um microcosmo apartidário embora ideológico, pois «nenhuma escrita é ideologicamente neutra*»

*Roland Bartes

Intros: 1 2

terça-feira, 28 de outubro de 2025

Apesar das ruínas e da morte...

"Apesar das ruínas e da morte,
Onde sempre acabou cada ilusão,
A força dos meus sonhos é tão forte,
Que de tudo renasce a exaltação,
E nunca as minhas mãos ficam vazias"

Poema da também monárquica Sophia de Mello Breyner Andersen.


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sábado, 18 de outubro de 2025

Os Nobel que não foram


Bem recordo a cerimónia e o discurso de aceitação do Nobel da Paz por Barack Obama, em que o pobre coitado manifestou, sem reservas, ao longo daquele mesmo discurso, que não percebia porque recebia a distinção... Na altura a maior parte das pessoas no mundo nem conhecia, de parte alguma, Obama.

Acresce que a atribuição destes prémios é por vezes escandalosa, pois em casos são dados a quem não merece e noutros não são dados a quem merece.

Não acho que a vencedora 2025 não tenha pergaminhos para ser uma candidata ao Nobel, mas ganhar em vez de um Trump que salvou milhares de vidas e travou um conflito...francamente.

"Laureados controversos
Henry Kissinger (1973): Foi agraciado pelo seu papel no cessar-fogo dos Acordos de Paz de Paris, que não conseguiram terminar a guerra. Dois membros do comité renunciaram em protesto.
Aung San Suu Kyi (1991): Inicialmente premiada pela sua luta pela democracia, a sua reputação foi prejudicada mais tarde pela sua inação perante a crise dos rohingyas.
Yasser Arafat (1994): O prémio para ele, juntamente com Yitzhak Rabin e Shimon Peres, foi contestado por alguns, que apontaram as ações violentas passadas de Arafat.
Anwar Sadat (1978): Ganhou o prémio juntamente com Menachem Begin pelo seu acordo de paz com Israel, mas foi criticado por ter participado no golpe de estado de 1952 no Egito.
Barack Obama (2009): Concedido pelo seu trabalho pela paz e cooperação entre os povos, o prémio foi visto por muitos como prematuro, já que o seu mandato estava apenas a começar.
Ales Bialiatski (2022): O ativista de direitos humanos de Bielorrússia foi condenado a 10 anos de prisão logo após receber o prémio.

O prémio nunca entregue
Le Duc Tho (1973): O negociador do Vietname do Norte recusou o prémio em protesto contra o fracasso dos Acordos de Paz de Paris em acabar a guerra.
Mahatma Gandhi: Nunca recebeu o prémio, apesar de ter sido nomeado cinco vezes. O comité do Nobel mais tarde expressou o seu arrependimento.
Carl von Ossietzky (1936): O jornalista e pacifista alemão não pôde comparecer à cerimónia porque estava detido num campo de concentração nazista.
Liu Xiaobo (2010): O dissidente chinês foi preso antes da cerimónia, a sua cadeira ficou simbolicamente vazia."

IA Google.

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«Se mandarem os Reis embora, hão-de tornar a chamá-Los» (Alexandre Herculano)

«(…) abandonar o azul e branco, Portugal abandonara a sua história e que os povos que abandonam a sua história decaem e morrem (…)» (O Herói, Henrique Mitchell de Paiva Couceiro)

Entre homens de inteligência, não há nada mais nobre e digno do que um jurar lealdade a outro, enquanto seu representante, se aquele for merecedor disso. (Pedro Paiva Araújo)

Este povo antes de eleger um chefe de Estado, foi eleito como povo por um Rei! (Pedro Paiva Araújo)

«A República foi feita em Lisboa e o resto do País soube pelo telégrafo. O povo não teve nada a ver com isso» (testemunho de Alfredo Marceneiro prestado por João Ferreira Rosa)

«What an intelligent and dynamic young King. I just can not understand the portuguese, they have committed a very serious mistake which may cost them dearly, for years to come.» (Sir Winston Leonard Spencer-Churchill sobre D. Manuel II no seu exílio)

«Everything popular is wrong» (Oscar Wilde)

«Pergunta: Queres ser rei?

Resposta: Eu?! Jamais! Não sou tão pequeno quanto isso! Eu quero ser maior, quero por o Rei!» (NCP)

Um presidente da república disse «(...)"ser o provedor do povo". O povo. Aquela coisa distante. A vantagem de ser monárquico é nestas coisas. Um rei não diz ser o provedor do povo. Nem diz ser do povo. Diz que é o povo.» (Rodrigo Moita de Deus)

«Chegou a hora de acordar consciências e reunir vontades, combatendo a mentira, o desânimo, a resignação e o desinteresse» (S.A.R. Dom Duarte de Bragança)

«Depois de Vós, Nós» (El-Rei D. Manuel II de Portugal, 1909)

«Go on, palavras D'El-Rey!» (El-Rei D. Manuel II de Portugal)