Este é um microcosmo apartidário embora ideológico, pois «nenhuma escrita é ideologicamente neutra*»

*Roland Bartes

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sexta-feira, 15 de fevereiro de 2013

As vaias a Juan Carlos

Em primeira análise, julgo que deviam antes vaiar Zapatero. 

Ele sim é o grande responsável pela actual crise em Espanha. Ninguém pode esquecer que a Espanha deve a sua democracia ao Rei e a continuidade da mesma a um (verdadeiro) socialista amigo pessoal do Rei: Felipe González. 

A Espanha é um caso complexo, é uma manta de retalhos “cozida” por Carlos V. Um Rei tanto pode ser aplaudido numa região, como pode ser vaiado noutra. O que tenho a certeza é que se não houvesse Monarquia em Espanha, também já não havia Espanha. 

Mas os “republicanitos” não se preocupem, o Príncipe das Astúrias substituirá o pai em breve. Mais facilmente se substitui um Rei que um presidente da república.
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sexta-feira, 23 de dezembro de 2011

O Juramento

Para escrever e vir falar comigo no final do mandato...

Adios Espanha! Lá vai ela descolar do pelotão de trás! Esqueçam nuestros hermanos! O "gigante" que Zapatero adormeceu entre 2004 e 2011, vai renascer e voltar ao status que Aznar o deixou...antes do "estranho facto" de Atocha!
"O líder do Partido Popular (PP), Mariano Rajoy, tomou posse como primeiro-ministro do governo espanhol, após juramento diante dos reis de Espanha, dos presidentes do Congresso dos Deputados e do Senado e de seu antecessor", perante a Bíblia e um crucifixo.
Eles é que são a potência cultural (Picasso, Dalí, Miró, Gaudi, Calatrava, etc, etc, etc, etc) e nós, os "modernaços" republicanos, é que esquecemos o essencial...no juramento!
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sexta-feira, 8 de janeiro de 2010

O "pluralismo" caviar minoritário...regado com champagne

Apontamentos do dia:

1 - Neste triste dia, para Portugal, estão a tentar fazer o seguinte:
Para a ciência matemática, 2 + 2 = 4 (é um conceito abstracto mas científico).
Para a ciência jurídica, o artigo 1577.º Código Civil - Noção de casamento – prevê que o Casamento é o contrato celebrado entre duas pessoas de sexo diferente que pretendem constituir família mediante uma plena comunhão de vida, nos termos das disposições deste Código (é igualmente um conceito abstracto  e científico). Ou seja esta figura do ordenamento jurídico português tem as suas bases no Direito Natural, pré romano. Estamos, portanto, a falar de ciência.
Ora, o que estão a querer “vender” aos portugueses, corresponde a dizer a um professor de matemática que 2 + 2 passa a ser 5, como estão agora a fazer, com as necessárias adaptações, com os juristas.

2 - Subversão da democracia: em trágica crise económica, de emprego, de educação, etc, ainda assim o "pluralismo" caviar* minoritário esmaga a maioria, por si só, pluralista.

3 - Continua-se a copiar a Espanha. São assim as camaradagens ao "serviço" dos Estados, sendo que a Espanha pré Zapatero estava a agigantar-se na Europa e agora voltou para o lugar dos últimos. A maioria dos países desenvolvidos, fiéis ao rigor, criaram uma figura jurídica tecnicamente diferente do casamento para solucionar o "problema". Ou seja, à parte de qualquer crença religiosa, quiseram manter os pilares da ciência universal que nos rege, optando pela criação de uma figura jurídica que abarque a união entre pessoas do mesmo sexo, mas distinta do casamento.

4 - E os homossexuais que são contra o "aparato" do casamento entre pessoas do mesmo sexo ? Não têm opinião na matéria ? Alguém os ouviu ?

5 - Quase com pena do PM, por ter ido, em pessoa, fazer, quiçá, o frete de defender o lobby que tanto queria esta aprovação, lá foi dizendo na AR que a adopção é algo completamente à parte do casamento que hoje se discutiu. É um instituto diferente dizia ele. Mais disse, quanto à adopção, e porque esta envolve crianças, incumbe ao Estado protegê-las. Após tais declarações impõe-se a pergunta: protegê-las de quem Sr. Primeiro-Ministro ?!

6 - Os 2 casamentos de Sócrates: 1.º) O do artigo 1577.º na actual redacção; 2.º) A imitação de casamento que não contempla a adopção (= inconstitucionalidade face ao artigo 13.º da CRP).

7 - Será que tudo o que  se passou hoje na AR é mais um cunning plan do Eng. Sócrates, para calar a esquerda caviar e, depois, ter de ser o PR a "corrigir" o artigo por inconstitucionalidade ?

Apelo: Senhor Presidente da República, actue como o Rei que infelizmente não temos, e vete esta proposta, invocando, tão simplesmente as inconstitucionalidades que, por exemplo, um dos pais da Constituição, Jorge Miranda, já está farto farto de identificar.


* "Foi festejado com champagne nas escadarias" (Notícia TSF, 15h). Pena é não haver champagne para o povo que tem de contar o dinheiro para comer e que não tem emprego.
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segunda-feira, 30 de novembro de 2009

Semblantes...














Espanha - Monarquia Parlamentarista: Chefe de Estado (Rei Juan Carlos) + Presidente do Governo (José Luís Zapatero)





Portugal - Regime republicano Semi-Presidencialista: Chefe de Estado (Presidente da república Aníbal Cavaco Silva) Vs Primeiro Ministro (José Sócrates)




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quarta-feira, 19 de agosto de 2009

«"Tudo pode e deve ser debatido" - Manuel Alegre sobre a monarquia»

«É verdade, a frase é mesmo de Manuel Alegre sobre a hipótese de restauração da monarquia em Portugal, e foi dita ao O Diabo, que saiu ontem (dia 18 de Agosto). Existe um mito enorme, criado pelos republicanos, de que a monarquia é de direita e a república é de esquerda - mais do que um mito estamos perante um dogma. Basta termos bom senso e lermos um pouco da História do nosso país, para percebermos que isto é mentira. A monarquia só pode existir, como o Sr. D. Duarte está farto de referir, em democracia - e a democracia não é da esquerda nem da direita, é de todos e para todos, como o Rei.

Pouca gente sabe e poucos foram os historiadores que se deram ao trabalho de investigar o assunto, mas o primeiro partido socialista a existir em Portugal (o Partido Socialista Português) tinha imensos monárquicos (a maioria dos militantes) e existem relatos da época que comprovam que o mesmo foi apoiado pelo Rei D. Manuel II. Os socialistas tinham na época por certo de que o regime era uma questão secundária e que as condições de vida dos operários iriam piorar se a república fosse implantada. Não é que tiveram razão?

Mas podemos ir mais longe. Quantas pessoas é que se deram ao trabalho de investigar e estudar os imensos monárquicos que foram oposicionistas do Estado Novo? Querem exemplos? Que tal o Henrique Barrilaro Ruas, que no I Congresso da Oposição Democrática foi o primeiro orador a exigir "a entrega imediata das colónias aos seus povos"? Ou então o advogado João Camossa, que num processo em que defendia oposicionistas ao regime salazarista foi o primeiro e único caso em que um advogado passou da sua condição a arguído. Confrontado com o problema foi até à casa de banho e apresentou-se perante o juíz fascista a dizer que por baixo da toga estava completamente nu e que se fosse constituído arguído a teria que despir - o juíz fascista não teve coragem de o constituir arguído.
Então e o Francisco Sousa Tavares e a Sophia de Mello Breyner? E o pai de Sottomayor Cardia? E o pai de Jaime Gama? E o Gonçalo Ribeiro Teles? E o Sá Carneiro? E o Henrique de Paiva Couceiro? E a Amália Rodrigues? E os outros, tantos outros que eram de esquerda uns, de direita os outros, mas que tiveram como marca comum a luta, de peito aberto ou na clandestinidade, pela democracia em Portugal? Só os republicanos são herdeiros da resistência ao Estado Novo? Só? Chega de demagogia. A Liberdade quando nasceu foi fruto de todos e nasceu para todos.
Se perguntarmos a qualquer socialista ou pessoa de esquerda quais são os líderes políticos em que mais se revêm, as repostas vão ser óbvias e vão aparecer de certeza estes quatro nomes: Olof Palme, Felipe Gonzales, Tony Blair e José Luís Zapatero. O que têm em comum? Todos governaram em monarquia e nunca a contestaram.
Então e não será óbvio que qualquer militante do Bloco de Esquerda se revê no modelo social liberal do Reino da Holanda? E o afamado modelo económico escândinavo defendido à boca cheia pelo PS? Os países escandinavos também são monarquias.
É por estes motivos que Manuel Alegre tem razão, "tudo pode e deve ser debatido". Por isso está na hora da esquerda abandonar os dogmas. Por isso está na hora de passarem a palavra ao povo, que eu acredito ainda é quem mais ordena.»

Publicado por João Gomes de Almeida.
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«Se mandarem os Reis embora, hão-de tornar a chamá-Los» (Alexandre Herculano)

«(…) abandonar o azul e branco, Portugal abandonara a sua história e que os povos que abandonam a sua história decaem e morrem (…)» (O Herói, Henrique Mitchell de Paiva Couceiro)

Entre homens de inteligência, não há nada mais nobre e digno do que um jurar lealdade a outro, enquanto seu representante, se aquele for merecedor disso. (Pedro Paiva Araújo)

Este povo antes de eleger um chefe de Estado, foi eleito como povo por um Rei! (Pedro Paiva Araújo)

«A República foi feita em Lisboa e o resto do País soube pelo telégrafo. O povo não teve nada a ver com isso» (testemunho de Alfredo Marceneiro prestado por João Ferreira Rosa)

«What an intelligent and dynamic young King. I just can not understand the portuguese, they have committed a very serious mistake which may cost them dearly, for years to come.» (Sir Winston Leonard Spencer-Churchill sobre D. Manuel II no seu exílio)

«Everything popular is wrong» (Oscar Wilde)

«Pergunta: Queres ser rei?

Resposta: Eu?! Jamais! Não sou tão pequeno quanto isso! Eu quero ser maior, quero por o Rei!» (NCP)

Um presidente da república disse «(...)"ser o provedor do povo". O povo. Aquela coisa distante. A vantagem de ser monárquico é nestas coisas. Um rei não diz ser o provedor do povo. Nem diz ser do povo. Diz que é o povo.» (Rodrigo Moita de Deus)

«Chegou a hora de acordar consciências e reunir vontades, combatendo a mentira, o desânimo, a resignação e o desinteresse» (S.A.R. Dom Duarte de Bragança)

«Depois de Vós, Nós» (El-Rei D. Manuel II de Portugal, 1909)

«Go on, palavras D'El-Rey!» (El-Rei D. Manuel II de Portugal)