Este é um microcosmo apartidário embora ideológico, pois «nenhuma escrita é ideologicamente neutra*»

*Roland Bartes

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sábado, 1 de agosto de 2026

A cama de ferro

De toda a viagem, em julho, pelas duas principais cidades do antigo Império Austro-Húngaro, esta foi a imagem que mais me marcou.

Trata-se do quarto de dormir do Imperador Francisco José I da Áustria, localizado nos aposentos imperiais do Palácio de Hofburg em Viena, o qual reflete a disciplina espartana do monarca, destacando-se uma simples cama de ferro (armação de campanha) pintada de castanho, uma bacia de lavagem e retratos da Imperatriz Sissi e da mãe do Imperador, além de um quadro especial de Sissi a cavalo que permaneceu junto à sua cama até ao fim da vida.

A mesa de toucador era uma peça dobrável e básica.

O Imperador acordava pontualmente às 3h30 da manhã, sim às 3h30 da manhã, para iniciar os seus deveres de Estado.

Este homem era altamente respeitado por todo o Império, o modelo político funcionava, o Império era próspero e, curioso, o Imperador detinha o poder executivo. Ou seja, um modelo funcional, equilibrado que não era nem uma ditadura, nem uma democracia. Foi o último grande Império católico.


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«Se mandarem os Reis embora, hão-de tornar a chamá-Los» (Alexandre Herculano)

«(…) abandonar o azul e branco, Portugal abandonara a sua história e que os povos que abandonam a sua história decaem e morrem (…)» (O Herói, Henrique Mitchell de Paiva Couceiro)

Entre homens de inteligência, não há nada mais nobre e digno do que um jurar lealdade a outro, enquanto seu representante, se aquele for merecedor disso. (Pedro Paiva Araújo)

Este povo antes de eleger um chefe de Estado, foi eleito como povo por um Rei! (Pedro Paiva Araújo)

«A República foi feita em Lisboa e o resto do País soube pelo telégrafo. O povo não teve nada a ver com isso» (testemunho de Alfredo Marceneiro prestado por João Ferreira Rosa)

«What an intelligent and dynamic young King. I just can not understand the portuguese, they have committed a very serious mistake which may cost them dearly, for years to come.» (Sir Winston Leonard Spencer-Churchill sobre D. Manuel II no seu exílio)

«Everything popular is wrong» (Oscar Wilde)

«Pergunta: Queres ser rei?

Resposta: Eu?! Jamais! Não sou tão pequeno quanto isso! Eu quero ser maior, quero por o Rei!» (NCP)

Um presidente da república disse «(...)"ser o provedor do povo". O povo. Aquela coisa distante. A vantagem de ser monárquico é nestas coisas. Um rei não diz ser o provedor do povo. Nem diz ser do povo. Diz que é o povo.» (Rodrigo Moita de Deus)

«Chegou a hora de acordar consciências e reunir vontades, combatendo a mentira, o desânimo, a resignação e o desinteresse» (S.A.R. Dom Duarte de Bragança)

«Depois de Vós, Nós» (El-Rei D. Manuel II de Portugal, 1909)

«Go on, palavras D'El-Rey!» (El-Rei D. Manuel II de Portugal)