Este é um microcosmo apartidário embora ideológico, pois «nenhuma escrita é ideologicamente neutra*»

*Roland Bartes

Intros: 1 2

quinta-feira, 14 de outubro de 2010

David Foster Wallace

Cerca de dois anos após o seu suicídio...

«Ténis e tornados

O ténis representou o protótipo desse combate em que a escrita resgata a insuficiência da vida entregue a si mesma, como descreve em "Tennis, trigonometry and tornadoes, a midwestern boyhood" [9], o texto em que David Foster Wallace revisita os anos de tenista adolescente, até descobrir as suas limitações para atingir a alta competição. O seu talento para fazer complicadas equações mentais considerando os acidentes do terreno e o vento para assim prever os efeitos das bolas não chegou para compensar a pequena estatura e a falta de força. Num parágrafo memorável, David Foster Wallace explica como um tornado "sem funil" decidiu o seu futuro. Treinava com o seu parceiro habitual, Gil Antitoi, e não queria parar; estava zangado com o seu corpo, queria magoá-lo, cansá-lo. Quando uma onda sacudiu a paisagem e passou pelo court, Foster Wallace mandou a bola ao ar para perceber a direcção do vento. Ao correr atrás da bola, ultrapassou-a e bateu-a num salto. Estava ainda com os pés no ar quando foi projectado contra a cerca. Antitoi descolou a retina e o quadriculado da cerca de arame ficou marcado no corpo de ambos. Amy, a irmã, disse-lhe que parecia um "waffle". "O ténis de Antitoi continuou a melhorar, mas o meu não."

Em 1996, publica um longo artigo na "Esquire" sobre Michael Joyce, promessa do ténis americano, que acompanha ao Open do Canadá, em Montréal. É um retrato em que sobrevêm as implicações do que implica lutar para ser um dos melhores. A sua melhor prosa, no contexto jornalístico, vai sempre parar às notas de rodapé: "É maravilhoso o ar dele quando fala daquilo que o ténis representa para si (...). Quando fala de ténis e da sua carreira fica de olhos arregalados, as pupilas dilatam-se e há amor no olhar. Não o amor que se sente pelo trabalho ou por uma amante ou não importa qual fogueira de paixão que a maioria de nós escolhe para dizer que ama. É o amor que lemos nos olhos das pessoas de idade casadas e felizes juntas há dezenas e dezenas de anos, ou naqueles crentes de tal maneira crentes ao ponto de dedicarem a sua existência à fé: um amor que se mede naquilo que custou, no que foi preciso renunciar por ele. Que tenha havido uma 'escolha' ou não deixa de ter importância... é precisamente a renúncia a si mesmo e ao poder de escolher que dá forma a esse amor."

Reparem como o olhar de Foster Wallace reconstrói uma infância sacrificada ao ténis: "Quando a direita de Joyce encontra a bola, a sua mão esquerda abre-se atrás dele, como se tivesse deixado cair qualquer coisa, num gesto ornamental que não afecta em nada a pancada. Michael Joyce ignora que a mão esquerda dele se abre durante o impacto: é um fenómeno inconsciente, um tique estético aparecido na infância que agora é inseparável de um gesto inconsciente de Joyce".

Estes temas explodem no mega-romance "Infinite Jest", o segundo que publicou em vida, em que Hal Incandenza é uma jovem promessa do ténis à beira do colapso. Aliás, é entre a expectativa de algo grandioso e o colapso, nessa lógica de competição predadora em que ser o melhor é deixar de ser humano, e ser humano é aceitar perder e desaparecer na multidão, que parece jogar-se vida e a obra de David Foster Wallace, mas também o seu fascínio pelo ténis: "Convido-os a tentarem imaginar como é que seria estar entre os cem melhores do mundo em alguma coisa. Seja no que for. Eu já tentei; é difícil.." Mas regressemos ao ténis. No seu último grande texto sobre o assunto, "Roger Federer as a religious experience", a propósito daquele que é considerado o maior jogo de todos os tempos (Federer vs. Nadal, Wimbledon, 9 de Julho de 2006), escreve: "Imagina que és uma pessoa com reflexos, coordenação e velocidade sobrenaturais, e que jogas um ténis de alto nível. A tua experiência, quando jogas, não é a de quem possui reflexos e velocidade fenomenais; aquilo que te vai parecer é que a bola é enorme, e que tens muito tempo para batê-la. Ou seja, não vais ter nada que se pareça com a experiência (empiricamente real) de rapidez e habilidade que o público te atribui".

O super-herói do ténis serve de metáfora da superescrita. A literatura implica o rigor da linguagem e o golpe de um olhar poético. Só esta mistura produz uma impressão de magia. Uma boa jogada, vista na televisão, é impressionante, mas descrita por Foster Wallace tem outra beleza: as jogadas constroem o resultado (vencedor, derrotado), mas as suas descrições vão criando uma trama que no final reunirá (em nota de rodapé) dois super-atletas, um condutor de autocarro e a criança de sete anos com cancro no fígado que no início do jogo enviou a moeda ao ar.

David Foster Wallace perseguia a grandiosidade. Humanizado pelo ténis ainda na adolescência, a via heróica entrou em latência: seguiram-se os anos de Matemática e Filosofia.

A literatura haveria de tornar-se o seu grande, grande slam. "Ele parecia que ia aspirar tudo". A frase da mãe soa tão esquisita quanto sintomática: o brilhantismo de Foster Wallace é perturbador, aflitivo. A grandiosidade da sua escrita reside na atenção e no detalhe com que sonega a banalidade daquilo que nos é comum. Ele parece aspirar tudo. Quem sabe da dificuldade de conseguir escrever uma frase com uma impressão mínima de real lá dentro percebe que há nisto algo de super-humano: a vida aspirada para dentro da escrita, e a pulsar.

A questão é: o que ficou de sobra nos bolsos, para viver fora da escrita, para além de confusão e medo? "Flashback".»

Fonte e foto - Ípsilon / Público
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mine Vaganti

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quarta-feira, 13 de outubro de 2010

O Patriotismo impulsionador de progresso | O Presidente dos EUA e o Rei

Em tempos escrevi e subscrevo – “Os Estados Unidos da América (EUA), constituídos ex novo, aquando da sua independência do Império Britânico, criaram o seu próprio modelo constitucional, republicano e presidencialista, com base maçónica e jacobina, é verdade (veja-se, por exemplo, o verso da nota de um dollar [...]), mas não menos “dinástico” dado o relevo de algumas “casas” como as dos Clinton, dos Bush, dos Kennedy, etc, que não tardarão estar, dentro de alguns anos, novamente no “trono”. É talvez a este propósito que o politólogo e sociólogo francês Maurice Duverger de esquerda refere que os EUA é última monarquia que subsistia, enquanto sistema presidencialista puro, por se equiparar e ser seu sucedâneo do sistema monárquico tradicional. De salientar que, desde há muito, Portugal, em Monarquia, havia evoluído de um sistema tradicional para um liberal. Apesar de tudo isto, temos de admitir, que dadas as circunstâncias históricas, a época e a geografia onde se inserem os EUA, o seu modelo de Estado apresenta alguma coerência.”

Mais do que coerência é justo dizer-se que apresentaram desenvolvimento. É o sonho americano…
Mas esse “sonho” tem uma explicação, em parte baseada naquilo que foi referido no intróito, mas também pela liberdade e autodeterminação existentes entre estados (ao contrário do que acontece com o doente modelo europeu). O modelo norte americano é gerido pelo Senado e moderado pelo poder presidencial. Porém, não obstante o poder efectivo encontrara-se na esfera daquele órgão plural (veja a enredada matéria da Saúde que recentemente acabou por ser uma vitória da administração Obama), o Presidente dos EUA, nos termos em que foi referido, e com as devidas adaptações, encontra-se próximo da representatividade de um Rei, é um símbolo! E é precisamente esse símbolo que indesmentivelmente é a resposta para o são patriotismo que motivou e potenciou o desenvolvimento daquela Nação com 234 anos. O Povo Americano patrioticamente gosta do seu chefe de Estado.

O mesmo acontecerá hoje em Portugal ? Obviamente que não! O outro dia assistia, na SIC, a uma interessante reportagem sobre alunos de uma Universidade Sénior no contexto das celebrações do centenário da república. Todos os testemunhos revelaram conhecer os nomes dos seus Reis e até os respectivos cognomes. Impressionante! Quanto aos presidentes da república os semblantes de incerteza instalaram-se. Não sabiam ao certo, não sabiam pura e simplesmente ou tinham dúvidas quanto aos seus nomes, tudo isto apesar de ser um regime recente, com apenas 100 anos, teoricamente mais fácil de memorizar.

A realidade é esta: os portugueses, no geral, não se revêem estruturadamente na república e, consequentemente, no seu presidente. Esse é o problema basilar de Portugal! Se no topo da pirâmide não temos alguém em quem acreditamos, gostamos ou nos revemos (ou na melhor das hipótese nos diz pouco), como vamos ter força patriótica para combater as adversidades que ciclicamente se instalam? Não é à toa que as nossas três repúblicas foram sinónimo directo de três revoluções. Perdeu-se tempo! Temos de recuperar alegria e o são patriotismo! Esses compósitos só a nossa Família Real consegue nos restituir, com uma nova e moderna Monarquia a instaurar em Portugal…por vontade dos portugueses.

Foto - Barack Obama / Yahoo
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Nuyorican Soul (Feat. Jocelyn Brown) . "It's Alright, I Feel It!" (1997)

Não consigo expressar o quanto já gostei deste tema...
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segunda-feira, 11 de outubro de 2010

Li na Única...

Ficam aqui alguns excertos que subscrevo:

«Uma das vantagens da monarquia é que não se é chefe de Estado por acidente, ou por uma campanha eleitoral ter corrido muito bem, essa função é conhecida desde pequenino e as crianças são preparadas para tal» Francisco van Uden

«"Não vejo como é que os republicanos conseguem comemorar uma iniciativa, com ideias e entusiasmo, mas onde tudo correu mal. Os primeiros anos foram de perseguição, radicalismo e mortes. O povo estava tão fato que apoiou o golpe militar de 1926. Do ponto de vista económico e social correu muito melhor, mas política e democraticamente foi péssimo. Com o 25 de Abril veio a terceira revolução republicana que deu enorme atraso à economia portuguesa, desgraçou os povos africanos e os portugueses que viviam no ultramar, atrasando em dez anos o nosso desenvolvimento. Hoje estamos numa crise profunda. Deveríamos fazer luto e autocrítica colectiva."» D. Duarte de Bragança

«A causa dos monárquicos em Portugal está mais ativa do que nunca. Sucedem-se os encontros, os debates, as palestras nas escolas, as discussões nas redes sociais e aumentam todos os meses o número de pessoas que se querem filiar na Causa Real, (…) que luta pela instauração da monarquia. “Uma monarquia democrática, constitucional, liberal e moderna”, defende Paulo Teixeira Pinto.»

«(…) “o rei é o símbolo da nação, a figura que permite maior estabilidade da vida política. É um árbitro, independente, nem de esquerda nem de direita, e por isso poderia evitar o frequente conflito político a que Portugal está habituado. Como é que se aceita que o supremo árbitro da vida política pertença a um dos clubes que está em jogo?"» D. Duarte de Bragança.

«”Na nossa república o povo é tratado como ignorante. A nossa democracia limita o direito de escolha ao não permitir que se pronuncie sobre o tipo de chefia de Estado que queremos."» Paulo Teixeira Pinto

«”A monarquia não é um programa político, não é uma ideologia, não se antepõe a nenhum dos outros partidos. Pelo contrário. O que se pretende é uma monarquia diferente da de 1910, (…) mais moderna."» Paulo Teixeira Pinto

«”Em Portugal assistiu-se a uma construção histórica de 800 anos, em que o rei encarnava o colectivo. A monarquia é uma projecção do passado no presente em direcção ao futuro. E isso estava interiorizado e personificado pelo rei. É o reconhecimento de uma lealdade, não uma opção ideológica. Os monárquicos não são contra a república. A diferença está apenas na designação do chefe de Estado. Nos países nórdicos fala-se agora em repúblicas coroadas, e ninguém põe em causa que são das democracias mais desenvolvidas do mundo. Não há caso de uma monarquia que não seja uma democracia. Pelo contrário, há repúblicas não-democráticas, como nós fomos durante muitos anos.”» Paulo Teixeira Pinto

«”Os monárquicos devem fazer exercício político nos diversos partidos políticos, não como partido político ao mesmo tempo. Ser monárquico não é algo distintivo de social democrata, socialista, conservador ou liberal.» Paulo Teixeira Pinto

Fonte – Revista Única, de 02/10/2010, páginas 42 a 50.
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This Mortal Coil . "You And Your Sister" (1991)

De ressalvar que este tema é interpretado por Kim Deal, a mesma que fez parte dos Pixies. Esteve à frente dos The Breeders, onde fez par com sua irmã Kelley Deal...de quem é gémea. Actuou ainda como vocalista, compositora e guitarrista nos The Amps.
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The Wolfgang Press . "Chains" (1995)

Também da 4AD. Sempre gostei do nome atribuído a este álbum, embora o associe, não sei bem porquê, ao JK dos Jamiroquai.
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sábado, 9 de outubro de 2010

Não tenho em conta Rui Ramos como monárquico…

…mas tenho-o como um dos melhores historiadores portugueses da actualidade, daí passarmos à verdade factual:

A república não «(...) significou uma maior participação da população. Sob o domínio do Partido Republicano, houve menos eleitores e menos votantes do que antes de 1910. Nos cadernos eleitorais da república, em relação à monarquia, diminuíram os trabalhadores manuais. De resto, pouco mudou. (…). A polícia tratou sempre a população mais pobre com brutalidade. Às mulheres, o regime negou sempre qualquer estatuto político.
A I República, sem sufrágio universal, sem eleições justas e sem rotação pacífica no poder, não faz parte da linhagem da actual democracia.
Foi sob a república que emergiu uma nova cultura de nacionalismo tradicionalista, não existia com significado antes de 1910 (…).»

Rui Ramos, Historiador e Investigador do Instituto de Ciências Sociais da Universidade de Lisboa.

Fonte - Revista Atual, n.º 1979, de 2-10-2010, páginas 36-38.
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quinta-feira, 7 de outubro de 2010

Tamara Drew

De Stephen Frears, realizador de "Ligações Perigosas", "Alta Fidelidade" e "A Rainha".

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quarta-feira, 6 de outubro de 2010

Os Britânicos tiveram 7 anos de República. Será que antes dos 100 anos ainda teremos a nossa ?

É sob a égide do dever de informação que comunico o terminus da rubrica deste blogue designada: Os Britânicos tiveram 7 anos de República. Será que antes dos 100 anos ainda teremos a nossa?




Criada desde do início do Incúria da Loja, e ainda do tempo da Acção 288 b, chegou ontem ao seu fim. Porém, a república (ainda) não.

Contudo, é medianamente inteligível que, entre o dia 23-07-2009 (data da criação da aludida rubrica) e 05-10-2010, e a cada dia que passa, se questiona o presente regime e se fala da reposição de uma Monarquia. Muito se explanou isso neste espaço e, sobretudo, noutros espaços. A república (ainda) não terminou em Portugal, já vamos em 100 anos e um dia, mas com mais formação, instrução, educação, cultura, civismo, melhor democracia e tempo, os portugueses irão finalmente expressar-se e, deste modo, repor aquilo que lhes foi tirado sem quererem e serem questionados…até hoje. Os ingleses em 7 anos rapidamente entenderam que república sim, mas para o Governo. Coisa diferente é a chefia de Estado que deve ser aglutinadora e por isso nada melhor que a Monarquia.

Viva o Rei! Viva uma nova e moderna Monarquia! Viva Portugal! Viva aos Açores! Viva a Madeira! Vivas a todos os portugueses da diáspora!
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Gostava de voltar a ter um Rei como Chefe de Estado em Portugal ?

É igualmente sob a égide do dever de informação que comunico o terminus da sondagem deste blogue designada: Gostava de voltar a ter um Rei como Chefe de Estado em Portugal ?

Criada, de igual modo, a partir do início do Incúria da Loja, e ainda do tempo da Acção 288 b, chegou ontem ao seu fim com resultados reveladores.

Perante a questão colocada, os resultados foram os seguintes:
Conforme se pode atestar os resultados foram retumbantes e conclusivos. Os que manifestaram que sim, gostarem de ter um Rei como Chefe de Estado em Portugal, venceram com 90% dos votos. Resta ao Estado, se tiver decência histórico-constitucional, questionar, de facto e de direito, os portugueses neste exacto sentido…!

Viva o Rei! Viva uma nova e moderna Monarquia! Viva Portugal! Viva aos Açores! Viva a Madeira! Vivas a todos os portugueses da diáspora!
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“Era uma vez Manuel”

Às 21h, hora do continente, a RTP 1 vai transmitir hoje uma interessante reportagem sobre El-Rei D. Manuel II, o Rei Traído, no programa Linha da Frente.

Sinopse - «“Era uma vez Manuel” é uma viagem ao local de exílio do último rei de Portugal. Conta a história de D. Manuel II a partir das marcas e dos afectos que o monarca deixou na comunidade de Twickenham, nos arredores de Londres.

Quando se comemora o centenário da mudança de regime no país, o Linha de Frente narra os acontecimentos do outro lado do espelho, do lado dos vencidos, e regista os últimos testemunhos vivos de quem ainda conviveu com o rei. Nesta reportagem desvenda-se o homem que os portugueses esqueceram mas cuja memória os ingleses preservam.

“Era uma vez Manuel” é uma reportagem de Eduarda Maio, com imagem de Luís Flores e edição de imagem de Marcelo Sá Carvalho.»

Fonte - RTP
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terça-feira, 5 de outubro de 2010

O Montepio hoje | A república de 100 anos | A Monarquia e o seu ‘branqueamento’

Tive a triste infelicidade de ler um artigo na Revista do Montepio, instituição com 170 anos, sob o título: «Portugal celebra 100 anos de república». O mesmo foi escrito por um tal de Mário Branco, no n.º 67 (Outono 2010), a páginas 10 e 11, daquela edição.

Logo de início a mais comum questão se coloca: mas o que estamos a celebrar em 100 anos de república ?

Posto o intróito, importa referir que aquele articulador “informou-me” acerca de um rol de novidades relativas à Monarquia Liberal e Constitucional que desconhecia até ao dia em que coloquei os meus olhos naquele dito texto. No mesmo texto também se extraem outras preciosidades históricas acerca do bando que implantou a república.

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Eis o meu feriado...

...de 5 de Outubro!
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segunda-feira, 4 de outubro de 2010

Cocteau Twins and Harold Budd . "Ooze Out and Away, Onehow" (1986)


Neste magnífico álbum destacaria ainda dois temas:
1.º) "Why Do You Love Me?" (3);
2.º) "She Will Destroy You" (5).
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Johnny Cash . "Hurt" (2003)

Honestidade...!

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Zeca Afonso . "As sete mulheres do Minho" (1979)


"Viva a Maria da Fonte, viva a Maria da Fonte!". 
Esta interpretação do Zeca relembra-me sempre o porquê da nossa Monarquia... Rei-Povo...este era o elo durante 8 séculos. Por isso acreditávamos e éramos, de facto, melhores que hoje.
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quinta-feira, 30 de setembro de 2010

The King's Speech

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The Verve . "All In The Mind" (1992)

«You were born to fly my son"
I said: "Hey! I already know"

Because it's all inside
Because it's all inside
I was born to fly, fly pretty high»


The Verve - All In The Mind
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Gramophonedzie . "Why Don' t You" (2010)

Brand new...!
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Shirley Bassey . "Diamonds Are Forever" (1971)

Sempre retive esta frase de Don Black, criador deste tema: «Os versos são deliciosamente vulgares.»

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Suede . "She's in Fashion" (1999)


SUEDE - SHE'S IN FASHION
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Brigitte Bardot . "Contact" (1968)

Porque sei que gosta da Bardot...esta dedico à Cat. (II) :-)

Brigitte Bardot - Contact
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Cole Porter (feat. Marilyn Monroe) . "My heart belongs to daddy" (1960)

Porque sei que gosta muito desta da Marilyn...dedico-a à Cat. (I) :-)

Marilyn Monroe - My heart belongs to daddy
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Françoise Hardy . "Tous les garçons et les filles" (1962)

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quarta-feira, 29 de setembro de 2010

"Destakava" isto...

...dito pelo historiador Rui Ramos:

«O que é polémico não são o que chama "as minhas posições", mas a forma como nos andam a vender o regime saído do 5 de Outubro. Imagine que alguém falava do Salazar mencionando apenas as barragens, o abono de família, a neutralidade na segunda guerra mundial, sem jamais referir a PIDE, a censura, a guerra colonial. Está a imaginar a gritaria que já não iria para aí? Pois é o que temos visto sobre o domínio da vida pública portuguesa pelo Partido Republicano depois de 1910: nada sobre a retirada do direito de voto à maioria da população, nada sobre a negação do direito de voto às mulheres, nada sobre o 'empastelamento' e apreensão dos jornais, nada sobre a política de genocídio no sul de Angola, e o menos possível sobre a perseguição ao clero e aos sindicatos. É esse branqueamento, ao arrepio de toda a investigação histórica, que é polémico. Porque a verdade é que se voltássemos aos tempos de Afonso Costa, a maioria dos portugueses de hoje teria um choque tão grande como se voltássemos aos tempos de Salazar.

(...)

A monarquia constitucional, governada pelos liberais, foi o regime político que nos últimos 200 anos mais tempo durou em Portugal, e não por acaso. Os liberais conseguiram um equilíbrio de correntes políticas que ressalvou o pluralismo e a liberdade e extinguiu a violência política, alargou a participação eleitoral dos cidadãos ao mais alto nível antes de 1975, e criou condições para períodos de grande prosperidade. (...)»

Fonte - Destak
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segunda-feira, 27 de setembro de 2010

«Alfredo Keil, um monárquico e a República»

(...)

«No centenário da sua morte, surgem a lume algumas verdades: que Alfredo Keil nunca foi republicano, que não era um pintor sofrível e antes de grande qualidade, um músico elegante e empenhado e que A Portuguesa foi um acaso, um feliz acaso mas um acaso!» Notícia da Lusa, que acrescenta: «Alfredo Keil, autor do Hino Nacional, cujo centenário da morte se completa quinta-feira, foi um “homem genuíno do século XIX, pela sua formação cultural”, afirmou à Lusa a historiadora Ana Xavier, uma estudiosa da sua obra. “Ele fez todo o percurso de uma figura genuína do século XIX, nomeadamente a viagem que encetou pelas principais cidades europeias, além da sua formação”, disse a investigadora.
Alfredo Keil foi “um homem programático, que sabia o queria e que, curiosamente, se torna conhecido por algo que não programou, por um impulso, levado pela reacção nacionalista ao Ultimato inglês [1870]“, sublinhou Ana Xavier. “A Portuguesa” foi “absorvida pela República, sem Keil nada ter feito por isso, tanto mais que não há um único elemento que nos indique qualquer referência republicana em si”. “A Portuguesa”, que rapidamente se tornou popular, foi adoptada como hino nacional em 1911. 


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Miles Davis & John Coltrane . "Kind of blue" (1959)

Uma dedicatória que aceitei (e aqui reproduzo) com elevada estima por pessoa amiga.
Talvez o meu álbum preferido de todos. Uma obra prima...!
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Salada de Frutas . "Se cá Nevasse" (1981)

"Se Sebastião cá voltasse (...) Fazia-se cá ski"
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Radiohead . "Everything In Its Right Place" (2001)

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Joan as Police Woman . "Real Life" (2006)

A Joan vai actuar no C.C. Olga Cadaval.
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Antony and the Johnsons . "Hope There's Someone" (2005)

Porque também faz parte do todo...
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quinta-feira, 23 de setembro de 2010

«Mataram o Sidónio!»


Esta é a república que celebra no próximo mês 100 anos. Estamos a falar de uma república mortífera, assassina, revolucionária, destrutiva, desorganizada, desestruturada mas, sobretudo, ilegítima pois nunca ouviu os cidadãos…curiosamente até hoje. 

Um dos poucos republicanos que, apercebendo-se da absoluta anarquia e desgoverno, ainda quis, antes de 28 de Maio de 1926, restaurar a ordem (aquilo a que se chamou o sidonismo), foi mesmo, após ter escapado a um primeiro atentado, liquidado pelos que restauraram a desordem presentemente celebrada. 

Uma pergunta simples para 100 anos: celebramos o quê?
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Wall Street: Money Never Sleeps

Gordon Gekko saiu da prisão...

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À Descoberta da Monarquia

(ver facebook)
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O 5-10-2010 é em Guimarães

Fonte - FRP
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Coldcut . "Autumn Leaves" (1994)

O U T O N O
(Vai esta versão que existe cá em casa)

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Tosca . "John Lee Huber" (2005)

Outro da aludida moça ;-)
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Chinese Man . "I've got that tune" (2007)

Dica de uma moça que percebe (realmente) de música ;-)
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terça-feira, 21 de setembro de 2010

Amy Winehouse . "Tears Dry On Their Own" (2007)

Presentemente ainda não sei se gosto, mas ela hoje demonstrou que já gosta. Num elevadíssimo nível de decibéis, começou o tema da Amy e, subitamente, a Paz instalou-se... ;-)

Amy Winehouse - Tears Dry On Their Own
Carregado por AmyWinehouse. - Veja mais vídeos de musica, em HD!
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Erykah Badu . "Didn't Cha Know" (2001)

Esta é do Mondego!
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The Go! Team . "Ladyflash" (2004)


The Go! Team - Ladyflash
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Oasis . "Supersonic" (1994)


Mas o que é isto? Uns tipos num vídeo rasca, no cimo de um prédio e a reproduzir um refrão, aqui e acolá, com "supersonic"...?!

Foi assim que "acedi" à percepção do que terá sido o fenómeno 'Beatles' na minha "época"...!

Por intermédio deste clip (MTV), à data, foi o meu primeiro contacto com o som dos Oasis.
A queda de um cometa, a 50m de mim, teria tido um efeito parecido.

«(…)
I need to be myself 
I can't be no one else 
I'm feeling supersonic 
Give me gin and tonic
(…) 
Can I ride with you in your BMW ?
(…)»


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Flowered Up . "Mr Happy Reveller" (1991)

Apenas um álbum de originais. Antolológicos...sim! Génios incompreendidos?


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sábado, 18 de setembro de 2010

Li no Ípsilon...

...a propósito do "centenário":


«A investigação que tem sido feita "ainda não passou para os manuais do ensino básico e secundário"» (Luís Farinha)


«Estamos a celebrar cem anos de uma alteração radical no modo de vida político de Portugal» (Fernanda Rollo)...e o que é radical não é bom!


«A decisão de entrar na guerra foi "suicidária, uma loucura total."» (Fernando Rosas)


Fonte -  Caderno Ípsilon, Público, de 10/09/2010, págs. 34 a 36.
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quinta-feira, 16 de setembro de 2010

The Tourist

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Lillian Roth . "Ain't she sweet?" (1933)

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The Charlatans . "The Only One I Know" (1990)

Nas festas, quando ouvia o início desta música, até estremecia...!
Hoje vai esta, pois recorda-me os melhores momentos...



The Charlatans - The Only One I Know
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Chaka Khan . "I'm Every Woman" (1978)

Disco beats!!!



Chaka Khan - I'm Every Woman
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Belouis Some . "Imagination" (1986)

...but in long censored version :-)
The rest is "Imagination"...;-)
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sábado, 11 de setembro de 2010

quinta-feira, 9 de setembro de 2010

D. Duarte de Bragança em contexto de Estado...

Demonstrado: há substrato para repô-la...!
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Valmont

A ver em DVD





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Röyksopp . "Eple" (2000)

Já um clássico!

Röyksopp - Eple
Enviado por vinz_sordid. - Ver os últimos vídeos de musica em destaque
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Joy Division . "Dead Souls" (1980)

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Great Visual Ideas

Um abraço amigo ao Manuel Sousa Lima

Great Visual Ideas - Manuel Lima from Jonathan Marks on Vimeo.
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Afonso de Bragança, uma veloz simpatia...

O Infante D. Afonso, Duque do Porto, irmão de D. Carlos I, bem podia ter sido Rei de Portugal...na pior eventualidade do Regicídio ter sido, em pleno, correspondente aos planos da Carbonária (liquidar: Rei-Príncipe Real-D. Manuel)!

Este simpático infante era bem quisto pelos portugueses. Não acredito, até prova em contrário, que tenha influenciado a ida para Gilbraltar em vez do Porto, aquando da retirada de Lisboa da Família Real, em Outubro de 1910.

Senão vejamos: tendo ele sido General de divisão do exército português, Inspector Geral da Arma de Artilharia, Comandante Honorário dos Bombeiros Voluntários da Ajuda mas, sobretudo, adepto ferrenho da velocidade motorizada...qual seria o seu medo para fugir, pela Ericeira, no Iate Amélia?

Resposta: nunhum! A admitirem-se verdadeiros alguns boatos históricos de ter influenciado a mudança da rota do "Amélia", convicto estou que algum receio sobre a Família Real teria imperado ou melhor estratégia iriam na mente do Duque do Porto, enquanto homem mais velho e experiente naquela embarcação. Nada mais além disso.

Fonte e Foto - Wikipedia
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terça-feira, 7 de setembro de 2010

Julie London . "Misty" (1960)

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Soulstance . "Blue Grassland" (2000)

Sorry guys about this video (there was not so many options and he’s not the best), but the music theme prevails…!
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Ainda a propósito do cume...

...retive este comentário do bloguer e caro Tenente, o qual passaria a transcrever pelo seu interesse:

«Não concordo com a partidarização da Monarquia, designadamente com o contexto actual do PPM, mas é de salutar este acto no ponto mais alto do País. Em 1974, pelo contexto revolucionário, o PPM fez sentido…hoje não. A Monarquia é, por si só, uma integrada neutralidade institucional, inversa à partidarização na chefia de Estado, lobbies ou “compinchas”. O João Ferreira Rosa costuma dizer que não há deputados monárquicos na AR que defendam a monarquia convictamente, pois ninguém os ouve falar dela.
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«O Cume do Pico»

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domingo, 5 de setembro de 2010

Li no P2...

...a propósito do "centenário":
«"A República no poder desiludiu as mulheres e não lhes deu voto.”

O direito de voto nunca foi dado às mulheres durante a primeira republica»

Fonte - Caderno P2, Público, de 27-08-2010, págs. 8 e 9.
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Em 3D...

...vi este ontem! Há sempre uma primeira vez...
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Unforscene . "I'm Just A Prisoner" (2008)

Este tema não dispensa a audição dos restantes do álbum. Podem fazê-lo via "tube" :-)
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Panda Bear . "Ponytail" (2007)

Kings of samplers...!
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quinta-feira, 2 de setembro de 2010

Entre irmãos

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Reflexão-Síntese: O lapso nas grandes causas e ideais

Hoje mais que nunca o “grande capital” move tudo…até (indirectamente) as reivindicações dos sindicatos. Ninguém se quer dar ao luxo de lutar pelos puros ideais e pelas grandes causas, à semelhança de outros tempos…não muito remotos.
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Demo + Kratos

Não há nada mais democrático que um cidadão “dispensar” o seu voto para legitimar parlamentarmente o seu Chefe de Estado, conforme acontece hoje nos mais desenvolvidos países da Europa e do mundo. Em Portugal já aconteceu na Monarquia Liberal e Constitucional...até 1910.
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Reflexão-Síntese: A humildade, a origem, a instrução, a educação e a chave de progressão...

Projecto de axioma... 
Uma das coisas que mais me sensibiliza positivamente é constatar que um cidadão de pouca instrução e de origem humilde demonstra educação. Revela trato e o trato é uma chave de progressão. Ao contrário o que mais me sensibiliza negativamente é ver um cidadão instruído e de origem não humilde que não demonstra educação. Revela inexistir trato e o trato é uma chave de progressão.

Ontem éramos menos instruídos, mas produzimos mais. Hoje somos mais instruídos, mas produzimos muito, muito menos!

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Azul e Branco no ponto mais alto de Portugal

Até ontem estava delimitado ser assim.
Hoje surgiu isto!
Comentário - Embora não me reveja na partidarização da monarquia (entenda-se PPM), há que assinalar o interesse e a saliência histórica desta concepção.
Fontes - RTP e i.
Foto - Direitos reservados ao seu legítimo autor.
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Nicole Willis and the Soul Investigators . "If This Aint Love Dont Know What Is" (2007)

Do melhor que ouvi nos últimos 5 anos!
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quarta-feira, 1 de setembro de 2010

Underworld . "Two Months Off" (2002)

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Tindersticks . "She's Gone" (1995)

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Nouvelle Vague . "Fade to grey" (2006)

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Stereolab . "Miss Modular" (1997)

Ainda me lembro do dia que adquiri este CD.
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Portishead . "All mine" (1997)

Este é o melhor álbum deles...e não, não estou "Dummy"! ;-)
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«Se mandarem os Reis embora, hão-de tornar a chamá-Los» (Alexandre Herculano)

«(…) abandonar o azul e branco, Portugal abandonara a sua história e que os povos que abandonam a sua história decaem e morrem (…)» (O Herói, Henrique Mitchell de Paiva Couceiro)

Entre homens de inteligência, não há nada mais nobre e digno do que um jurar lealdade a outro, enquanto seu representante, se aquele for merecedor disso. (Pedro Paiva Araújo)

Este povo antes de eleger um chefe de Estado, foi eleito como povo por um Rei! (Pedro Paiva Araújo)

«A República foi feita em Lisboa e o resto do País soube pelo telégrafo. O povo não teve nada a ver com isso» (testemunho de Alfredo Marceneiro prestado por João Ferreira Rosa)

«What an intelligent and dynamic young King. I just can not understand the portuguese, they have committed a very serious mistake which may cost them dearly, for years to come.» (Sir Winston Leonard Spencer-Churchill sobre D. Manuel II no seu exílio)

«Everything popular is wrong» (Oscar Wilde)

«Pergunta: Queres ser rei?

Resposta: Eu?! Jamais! Não sou tão pequeno quanto isso! Eu quero ser maior, quero por o Rei!» (NCP)

Um presidente da república disse «(...)"ser o provedor do povo". O povo. Aquela coisa distante. A vantagem de ser monárquico é nestas coisas. Um rei não diz ser o provedor do povo. Nem diz ser do povo. Diz que é o povo.» (Rodrigo Moita de Deus)

«Chegou a hora de acordar consciências e reunir vontades, combatendo a mentira, o desânimo, a resignação e o desinteresse» (S.A.R. Dom Duarte de Bragança)

«Depois de Vós, Nós» (El-Rei D. Manuel II de Portugal, 1909)

«Go on, palavras D'El-Rey!» (El-Rei D. Manuel II de Portugal)