Este é um microcosmo apartidário embora ideológico, pois «nenhuma escrita é ideologicamente neutra*»

*Roland Bartes

Intros: 1 2

sábado, 9 de outubro de 2010

Não tenho em conta Rui Ramos como monárquico…

…mas tenho-o como um dos melhores historiadores portugueses da actualidade, daí passarmos à verdade factual:

A república não «(...) significou uma maior participação da população. Sob o domínio do Partido Republicano, houve menos eleitores e menos votantes do que antes de 1910. Nos cadernos eleitorais da república, em relação à monarquia, diminuíram os trabalhadores manuais. De resto, pouco mudou. (…). A polícia tratou sempre a população mais pobre com brutalidade. Às mulheres, o regime negou sempre qualquer estatuto político.
A I República, sem sufrágio universal, sem eleições justas e sem rotação pacífica no poder, não faz parte da linhagem da actual democracia.
Foi sob a república que emergiu uma nova cultura de nacionalismo tradicionalista, não existia com significado antes de 1910 (…).»

Rui Ramos, Historiador e Investigador do Instituto de Ciências Sociais da Universidade de Lisboa.

Fonte - Revista Atual, n.º 1979, de 2-10-2010, páginas 36-38.
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Entre homens de inteligência, não há nada mais nobre e digno do que um jurar lealdade a outro, enquanto seu representante, se aquele for merecedor disso. (Pedro Paiva Araújo)

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«Pergunta: Queres ser rei?

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Um presidente da república disse «(...)"ser o provedor do povo". O povo. Aquela coisa distante. A vantagem de ser monárquico é nestas coisas. Um rei não diz ser o provedor do povo. Nem diz ser do povo. Diz que é o povo.» (Rodrigo Moita de Deus)

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