Este é um microcosmo apartidário embora ideológico, pois «nenhuma escrita é ideologicamente neutra*»

*Roland Bartes

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quarta-feira, 1 de maio de 2019

#MeNoo

«O Me Too pode estar a trazer uma espécie de moralismo puritano.
É fácil resvalar para esse policiamento que só leva a uma valorização negativa de tudo. Como se só mulheres pudessem fazer filmes de mulheres, homens só filmes de homens, afro-americanos só de afro-americanos...»

Bette Gordon, nascida a 22 de junho de 1955, é uma cineasta norte americana e professora da Escola de Artes da Universidade de Columbia . Ela é mais conhecida por filmes seus como Variety (1983) e Handsome Harry (2009), ambos aclamados pela crítica na América do Norte e no exterior.

In ípsilon, pág. 29, 15 de março de 2019.

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quinta-feira, 17 de novembro de 2011

Lido na página 44 do Ípsilon de 11-11-011:

«Um calvário

-Uma grande ignorância arvorada em arrogância intelectual-

“ ‘O Último Segredo’ não é melhor que Dan Brown. É pior.”

Cito José Rodrigues dos Santos, na nota final de “O Último Segredo”: “Mais chocante do que algumas revelações feitas neste romance é o facto de nada do que ele contém ser realmente novo. Nada.”
Esta será talvez a afirmação mais verdadeira deste livro. Quem quisesse, já poderia ter lido sobre a clonagem de Cristo em “Cristo Clonado”, de J.R. Lankford; sobre as alegadas falsificações da Bíblia em “O Código Da Vinci”, de Dan Brown; ou sobre as ditas deturpações do texto bíblico em “Os Monges Que Traíram Jesus”, de Bart D. Ehrman.
“O Último Segredo” exige ao leitor, antes de mais, um grande sacrifício. E não por causa do que no livro se sugere ou conta. Mas pela catadupa de informação reproduzida a esmo.
Estamos perante um monólogo infindável do historiador Tomás de Noronha, apenas interrompido por perguntas retóricas da sua principal interlocutora, a policia italiana Valentina Ferro, e pelas curtas cenas de crimes.
Conseguir chegar ao fim é uma penitência. Um calvário sem ressurreição possível. Onde os poucos sobressaltos literários são deste teor: “O final de manhã revelava-se realmente aprazível, com o sol a banhar a vasta rua de peões e o chilrear melodiosos dos pássaros e embalar os transeuntes.”» Enfim…uma chilreada natalícia, para ganhar uns cobres!

Excelente peça no Público do meu “parente marítimo”, o crítico literário António Marujo!
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sábado, 18 de setembro de 2010

Li no Ípsilon...

...a propósito do "centenário":


«A investigação que tem sido feita "ainda não passou para os manuais do ensino básico e secundário"» (Luís Farinha)


«Estamos a celebrar cem anos de uma alteração radical no modo de vida político de Portugal» (Fernanda Rollo)...e o que é radical não é bom!


«A decisão de entrar na guerra foi "suicidária, uma loucura total."» (Fernando Rosas)


Fonte Caderno Ípsilon, Público, de 10/09/2010, págs. 34 a 36.
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quarta-feira, 17 de fevereiro de 2010

Terra Nova

Pela Dom Quixote


















Anthony de Sá - «A voz de uma comunidade silenciosa»
Artigo Ípsilon, de12/02/2010, por Alexandra Prado Coelho, páginas 12-13.

Nota - Diz que alguém com dinheiro pondera produzir o filme...
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sábado, 30 de janeiro de 2010

Dito por Rui Ramos...

«A revolução de 1820, que opôs os liberais de D. Pedro aos absolutistas de D. Miguel foi "a grande revolução dos últimos 200 anos"».*

Comentário - Não se podia estar mais de acordo. Acrescentava-se que foi a última vez que os portugueses participaram e debateram-se massivamente, até depositarem o seu próprio sangue, em ideais que acreditavam sem terem ficado impávidos e "serenos" a serem conduzidos cegamente por "restritos grupos". 

«A dimensão ultramarina criou um poder político centrado em Lisboa, onde tudo se passava à margem de um interior rural e pobre. Houve sempre um Estado maior do que o país.»*

Comentário - Sempre Lisboa...!

* Fonte - Ípsilon, de 22 de Janeiro de 2010, págs. 22-25.
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«Se mandarem os Reis embora, hão-de tornar a chamá-Los» (Alexandre Herculano)

«(…) abandonar o azul e branco, Portugal abandonara a sua história e que os povos que abandonam a sua história decaem e morrem (…)» (O Herói, Henrique Mitchell de Paiva Couceiro)

Entre homens de inteligência, não há nada mais nobre e digno do que um jurar lealdade a outro, enquanto seu representante, se aquele for merecedor disso. (Pedro Paiva Araújo)

Este povo antes de eleger um chefe de Estado, foi eleito como povo por um Rei! (Pedro Paiva Araújo)

«A República foi feita em Lisboa e o resto do País soube pelo telégrafo. O povo não teve nada a ver com isso» (testemunho de Alfredo Marceneiro prestado por João Ferreira Rosa)

«What an intelligent and dynamic young King. I just can not understand the portuguese, they have committed a very serious mistake which may cost them dearly, for years to come.» (Sir Winston Leonard Spencer-Churchill sobre D. Manuel II no seu exílio)

«Everything popular is wrong» (Oscar Wilde)

«Pergunta: Queres ser rei?

Resposta: Eu?! Jamais! Não sou tão pequeno quanto isso! Eu quero ser maior, quero por o Rei!» (NCP)

Um presidente da república disse «(...)"ser o provedor do povo". O povo. Aquela coisa distante. A vantagem de ser monárquico é nestas coisas. Um rei não diz ser o provedor do povo. Nem diz ser do povo. Diz que é o povo.» (Rodrigo Moita de Deus)

«Chegou a hora de acordar consciências e reunir vontades, combatendo a mentira, o desânimo, a resignação e o desinteresse» (S.A.R. Dom Duarte de Bragança)

«Depois de Vós, Nós» (El-Rei D. Manuel II de Portugal, 1909)

«Go on, palavras D'El-Rey!» (El-Rei D. Manuel II de Portugal)