Este é um microcosmo apartidário embora ideológico, pois «nenhuma escrita é ideologicamente neutra*»

*Roland Bartes

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sexta-feira, 18 de setembro de 2015

Quando éramos ultimados

Houve quem criticasse El-Rey D. Carlos na questão do Ultimato inglês, isso porque muitos se indignaram com tal confrontação face ao prestígio de Portugal e da vasta Administração existentes àquela data. Os mesmos exigiram república e acabaram por impô-la aos portugueses.

Hoje, decorridos mais de cem anos em república, nem prestígio nem Administração. As imposições aplicam-se sem sequer haver Ultimato. É obedecer aos estrangeiros e pronto…sem resposta.

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domingo, 29 de novembro de 2009

Do lado que está o “Nacioniilismo” exacerbado…



A) O Rei D. Carlos e o Ultimato

Enquanto El-Rey D. Carlos I consegui, na sua grande dimensão como diplomata e, acima de tudo, defensor dos mais legítimos interesses dos portugueses (quase que nos atrevíamos a dizer que para ele primeiro vinham os portugueses e só depois Portugal), teve a sensatez de Estado em não avançar para a guerra. Numa vergonhosa afronta por parte daqueles que, até então, tinham sido os nossos mais fieis aliados, os ingleses, aquando da definição do mapa cor-de-rosa, Portugal era objectiva e territorialmente afectado. Ele entendeu, e bem,  não avançar contra a maior potência bélica da época, optando, na sua inata mas espantosa postura diplomática, tão característica neste nosso Chefe de Estado culto e distinto dos outros à época, em salvaguardar os portugueses de uma desgraça certa. Pessoalmente, desfez-se de todas as comendas que os ingleses lhe haviam, até à data, entregue, devolvendo-as aos seus afrontosos oferentes, num sinal claro e inteligente da sua honra e do quanto português ele era. Marcou a posição de Portugal pela dignidade e inteligência em vez de o fazer pelas armas e pela força.

B) Regime Nacionalista

1 - I república

- Consideraram o Rei D. Carlos um traidor à pátria, por não ter decidido enfrentar os ingleses;

- Em 1908, pegaram nas armar e mataram-no;

- Em 1910, pegaram novamente nas armas e, contra a vontade expressa do povo, implantaram a  I república;

- Em 1916, sem que Portugal tivesse capacidade, quer social, quer económica, e depois de desfazerem aquilo que o Rei tinha conseguido, por si só, concertar, pegaram outra vez nas armas e atiraram-se para a I Grande Guerra. Custos humanos elevadíssimos. Milhares de famílias portuguesas desfeitas;

- «A necessidade de afirmar o prestígio e a influência diplomática do Estado republicano entre as potências monárquicas europeias, de forma a granjear apoio perante uma possível incursão monárquica que viesse a derrubar o republicanismo (muitos portugueses defendiam, aliás, o regresso da monarquia)»*

- «A vontade de afirmar valores de Estado que distinguissem Portugal da Espanha e que assegurassem a independência nacional.»*

- «A necessidade, por parte do Partido Democrático de Afonso Costa, então no poder, de afirmar o seu poder político, ao envolver o país num esforço colectivo de guerra, tanto em relação à oposição republicana quanto em relação às influências monárquicas no exílio.»*

- Entre 1910 e 1926, os republicanos andaram a espalhar o terror, a desordem (até entre eles próprios). A contínua revolução chegou a um clímax, que começou a consumir os seus próprios filhos.

Com tal caos

2 - Surgimento da II república

Ao contrário do Rei, a motivação era: mais nação menos portugueses.
Leitmotiv: Pátria, pátria, pátria… num modelo de base fascista, embora designado (tecnicamente) Corporativista.
Em prol da Nação:

- Ditadura;

- Polícia secreta;

- Apego desmesurado à bandeira verde e vermelha;

- Quem pensasse diferente era contra a pátria;

- “Para Angola depressa e em força”;

- Etc, etc, etc…(à parte de alguns aspectos políticos e económicos positivos, abstemo-nos de elencar o vasto rol de “nacionalismos” desmedidos da II república).

Em nota de conclusão, de referir que desde que há constitucionalismo em Portugal, foi, até hoje, do lado da república que esteve a face mais reaccionária (mas curiosamente mais revolucionária também), nacionalista e doentia que, ainda hoje, mostra os seus reflexos no atraso de Portugal para os outros países da União Europeia, em particular, para as monarquias, que são mais os países mais desenvolvidos do planeta.

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domingo, 8 de novembro de 2009

Reflexão-Síntese: O republicanismo e o princípio do sufrágio




Se o republicanismo é cultor do princípio do sufrágio (absoluto), então como se justifica que a república tenha sido instaurada, contra a vontade expressa dos votos à época (cerca de 7% dos votos expressos no partido republicano), por intermédio de uma revolução à força, brutal, ilegal e sangrenta…não fazendo uso do aludido princípio?

Nota final – Por sábia decisão de D. Carlos I, Este salvou-nos de um confronto bélico contra a Inglaterra, aquando do Ultimato, tendo, como sinal de protesto racional, devolvido as comendas que, na sua pessoa, tinha sido agraciado, tempos antes, pela Rainha Vitória. A república mal entrou no poder levou os portugueses, de imediato, para a I Grande Guerra, desfazendo famílias, quando nem sequer tínhamos recursos para tal. Os resultados não tardaram a chegar… veio Salazar (e a II república).

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«Se mandarem os Reis embora, hão-de tornar a chamá-Los» (Alexandre Herculano)

«(…) abandonar o azul e branco, Portugal abandonara a sua história e que os povos que abandonam a sua história decaem e morrem (…)» (O Herói, Henrique Mitchell de Paiva Couceiro)

Entre homens de inteligência, não há nada mais nobre e digno do que um jurar lealdade a outro, enquanto seu representante, se aquele for merecedor disso. (Pedro Paiva Araújo)

Este povo antes de eleger um chefe de Estado, foi eleito como povo por um Rei! (Pedro Paiva Araújo)

«A República foi feita em Lisboa e o resto do País soube pelo telégrafo. O povo não teve nada a ver com isso» (testemunho de Alfredo Marceneiro prestado por João Ferreira Rosa)

«What an intelligent and dynamic young King. I just can not understand the portuguese, they have committed a very serious mistake which may cost them dearly, for years to come.» (Sir Winston Leonard Spencer-Churchill sobre D. Manuel II no seu exílio)

«Everything popular is wrong» (Oscar Wilde)

«Pergunta: Queres ser rei?

Resposta: Eu?! Jamais! Não sou tão pequeno quanto isso! Eu quero ser maior, quero por o Rei!» (NCP)

Um presidente da república disse «(...)"ser o provedor do povo". O povo. Aquela coisa distante. A vantagem de ser monárquico é nestas coisas. Um rei não diz ser o provedor do povo. Nem diz ser do povo. Diz que é o povo.» (Rodrigo Moita de Deus)

«Chegou a hora de acordar consciências e reunir vontades, combatendo a mentira, o desânimo, a resignação e o desinteresse» (S.A.R. Dom Duarte de Bragança)

«Depois de Vós, Nós» (El-Rei D. Manuel II de Portugal, 1909)

«Go on, palavras D'El-Rey!» (El-Rei D. Manuel II de Portugal)