Este é um microcosmo apartidário embora ideológico, pois «nenhuma escrita é ideologicamente neutra*»

*Roland Bartes

Intros: 1 2

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domingo, 20 de julho de 2025

Eu admiro os Cruzados

Infelizmente, e novamente, mutatis mutandis, na ordem do dia.

"The Crusades are (were) a legitimate response to Islamic aggression and islamic violence".


Os Cruzados nada mais eram que os "Cavaleiros de Deus" e Deus é O Bem.


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sábado, 18 de setembro de 2021

Ouvido hoje numa Igreja

«Cristo é a ruína da mediocridade.»

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sábado, 3 de julho de 2021

À Luz da Fé

«(...)
Nós estamos sempre cheios de confiança, sabendo que, enquanto habitarmos neste corpo, vivemos como exilados, longe do Senhor, pois caminhamos à luz da fé e não da visão clara.
(...).»

Epístola de São Paulo aos Coríntios 5,6-10.

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domingo, 14 de abril de 2019

A Entrega

"Pai, em tuas mãos entrego o meu espírito."

Lucas 23:46

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JUSTIÇA (II)

«E um dos malfeitores que estavam pendurados blasfemava Dele, dizendo: Se Tu És o Cristo, salva-Te a Ti mesmo, e a nós.

Respondendo, porém, o outro, repreendia-o, dizendo: Tu nem ainda temes a Deus, estando na mesma condenação? E nós, na verdade, com justiça, porque recebemos o que os nossos feitos mereciam; mas Este nenhum mal fez. E disse a Jesus: Senhor, lembra-Te de mim, quando entrares no Teu Reino.

E disse-lhe Jesus: Em verdade te digo que hoje estarás comigo no Paraíso.»

Lucas 23:39-43

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JUSTIÇA (I)

Sem descurar do injustíssimo Julgamento de Jesus Cristo, onde Alguém realmente Livre fez a apologia pública do amor ao próximo, algo até então desconhecido, sem temor de ninguém, que apenas praticou o mais puro bem e foi condenado à morte, tendo em seu lugar outro que, com mortes realizadas, fosse libertado - Barrabás - sem que o representante do Imperador e o Rei de Israel  entendessem existir qualquer crime do Messias, certo é que a frase de Heny David Thoreau, ativista americano, na sua obra "A Desobediência Civil" ganha, mutatis mutandis, algum sentido, mesmo que do prisma prático o alcance não seja absolutamente lógico:

«Num Estado que prende alguém injustamente, o verdadeiro lugar para um homem justo é a prisão».

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sábado, 15 de abril de 2017

Na Vigília:

«Povo de reis (...)

Nós Te cantamos, Messias esperado pelos pobres.
Nós Te louvamos, ó Cristo nosso Rei e Príncipe da Paz.
(...)»

L. Deiss

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sábado, 8 de abril de 2017

Acima de todos

«Por isso Deus O exaltou e Lhe deu o nome que está acima de todos os nomes (...)»

São Paulo aos Filipenses 2,6-11.

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sábado, 22 de outubro de 2016

Linha interpretativa

Uma das maiores riquezas da Sagrada Escritura é a profundidade interpretativa que até a mais pequena das palavras pode ter.

Cristo quando, muitas vezes, falou de pobres, não se referia estritamente àqueles que não têm dinheiro e que viviam literalmente em pobreza. Referia-se a algo mais complexo: a pobreza de espírito. A prova cabal disso mesmo foram as suas inúmeras e descritas tentativas de salvar ricos.

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sexta-feira, 4 de dezembro de 2015

Vida

«Quem perder a sua vida por Mim, achá-la-á.»

Mateus 16:25

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sexta-feira, 20 de março de 2015

Pietá por António, o cartoonista


É este o cartoon, do último sábado, do António (Expresso). Trato-o assim, na primeira pessoa, pois é assim que o artista se apresenta: tu cá, tu lá.

Pietá, relembre-se, é uma obra de Michelangelo, datada de 1499, talvez a mais emblemática das suas esculturas. Representa Jesus morto nos braços de Sua Mãe, encontrando-se exposta na Basílica de São Pedro, no Estado do Vaticano. Esta é uma obra, inquestionavelmente, prima.

Quando nos reportamos a uma obra-prima, não podemos atender apenas ao teor estético dela. Uma obra dessa magnitude é prima pois é transversal, i.e. toca diferentes componentes em cada pessoa: sentimental, religiosa, cultural, sensitiva…e também estética.

Ou seja, aquela escultura não trás significado exclusivo, como por exemplo o religioso, aos cristãos. Também um ateu, sensivelmente reconhecerá a magnificência da obra que visiona, porquanto referencia-se noutros dos aspectos mencionados e que não se resumem ao religioso.

Neste contexto, aquela obra expressa, também, para não crentes, outras dimensões que não são passíveis de catalogar, uma vez entrarmos no mais puro e restrito sentido subjectivo de análise de cada um.

Todavia, Pietá, tem igualmente um sentido humano, pois traduz o sentimento da profunda tristeza de uma mãe que perdeu um filho. Ora, é precisamente neste contexto que não é razoável brincar ou fazer analogias bacocas. O sentimento de uma mãe que chora um filho, não é mensurável e, assim, não é passível de ser transposta sequer para uma graçola política.

É pelo conjunto dos argumentos aqui produzidos que considero lastimável a tentativa do cartoonista em ser engraçado com aquela obra do escultor e precursor do Maneirismo florentino. Se dúvida não existia que António não é profícuo em bom gosto nos contextos humorísticos que cria, desde sábado passado fiquei sem dúvida que não estamos perante um humanista.

Por fim, se António alguma vez teve graça, e ainda possa eventual e pontualmente ter alguma, genericamente tem vindo a perdê-la de forma dramática. Julgo mesmo que o Expresso devia promover, em substituição, o seu colega do Caderno de Economia, que apesar de não aprofundar tanto no traço, nem lhe dar tanta primazia como faz o seu homólogo do Primeiro Caderno, Rodrigo tem hoje, imensamente, mais graça nos contextos que cria.

Never Charlie,
Pedro.

Post Scriptum: Além de tudo, e ao contrário do que o António pensa e muitos outros também, talvez não seja inteligente dar já o Passos como morto…

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quinta-feira, 12 de dezembro de 2013

quinta-feira, 3 de outubro de 2013

Guterres, não dá mesmo...!

«O Magistério da Igreja Católica sempre condenou qualquer forma de comunismo e de algum socialismo que fosse incompatível com a doutrina católica:

Na encíclica Rerum Novarum (1891), o Papa Leão XIII declarou que "a teoria socialista da propriedade colectiva deve absolutamente repudiar-se como prejudicial àqueles membros a que se quer socorrer, contrária aos direitos naturais dos indivíduos, como desnaturando as funções do Estado e perturbando a tranquilidade pública."5
Na encíclica Quadragesimo Anno (1931), o Papa Pio XI afirmou que "o socialismo quer se considere como doutrina, quer como facto histórico, ou como «acção», se é verdadeiro socialismo, [...] não pode conciliar-se com a doutrina católica; pois concebe a sociedade de modo completamente avesso à verdade cristã. [...] E se este erro, como todos os mais, encerra algo de verdade, o que os Sumos Pontífices nunca negaram, funda-se contudo numa própria concepção da sociedade humana, diametralmente oposta à verdadeira doutrina católica. Socialismo religioso, socialismo católico são termos contraditórios: ninguém pode ser ao mesmo tempo bom católico e verdadeiro socialista."6
Na encíclica Mater et Magistra (1961), o Papa João XXIII reafirmou que "entre comunismo e cristianismo, [...] a oposição é radical, e acrescenta não se poder admitir de maneira alguma que os católicos adiram ao socialismo moderado: quer porque ele foi construído sobre uma concepção da vida fechada no temporal, com o bem-estar como objetivo supremo da sociedade; quer porque fomenta uma organização social da vida comum tendo a produção como fim único, não sem grave prejuízo da liberdade humana; quer ainda porque lhe falta todo o princípio de verdadeira autoridade social."7
Na encíclica Centesimus Annus (1991), o Papa João Paulo II, actualizando os princípios da Rerum Novarum, salientou que "o erro fundamental do socialismo é de carácter antropológico. De facto, ele considera cada homem simplesmente como um elemento e uma molécula do organismo social, de tal modo que o bem do indivíduo aparece totalmente subordinado ao funcionamento do mecanismo económico-social, enquanto, por outro lado, defende que esse mesmo bem se pode realizar prescindindo da livre opção, da sua única e exclusiva decisão responsável em face do bem ou do mal. O homem é reduzido a uma série de relações sociais, e desaparece o conceito de pessoa como sujeito autónomo de decisão moral, que constrói, através dessa decisão, o ordenamento social. Desta errada concepção da pessoa, deriva a distorção do direito, que define o âmbito do exercício da liberdade, bem como a oposição à propriedade privada. [...] Se se questiona ulteriormente onde nasce aquela errada concepção da natureza da pessoa e da subjectividade da sociedade, é necessário responder que a sua causa primeira é o ateísmo. [...] O referido ateísmo está, aliás, estritamente conexo com o racionalismo iluminístico, que concebe a realidade humana e social do homem, de maneiramecanicista."8
O Catecismo da Igreja Católica (1992) afirma que "a Igreja rejeitou as ideologias totalitárias e ateias, associadas, nos tempos modernos, ao «comunismo» ou ao «socialismo»".9»

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quinta-feira, 30 de maio de 2013

A diferença

O Dalai Lama, o Buda, Maomé e afins, são entidades respeitosamente benfeitoras da humanidade. 

Todavia, nenhuma delas suportou uma pesadíssima cruz, em cima dos ombros, para pagar uma pena objectivamente imputável à humanidade.
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quinta-feira, 4 de abril de 2013

Daniel e os leões

Daniel, que foi o primeiro sportinguista da História (pois puseram-no no meio de leões e os animais simpatizaram com ele), foi informado Superiormente de duas coisas:

1.ª) Que ainda vinha por aí a maior e mais longa ameaça ao Povo Eleito;
2.ª) Que o Povo Eleito seria salvo daquela ameaça pelo Grande Rei, o Filho do Homem.

Relativamente à profecia, Daniel, esse meu antecessor sportinguista, acertou em tudo:
1.ª) Vinha o Império Romano.
2.ª) Apareceu o Filho do Homem que converteu o Império e, mais tarde, ele acabou efectivamente. 

Aparentemente podia-se pensar que houve um ligeiro desvio interpretativo de Daniel, quando referiu que o Filho do Homem vinha em formato rei mas acabou por vir em formato Carpinteiro. Não, ele não se enganou. Um rei não se faz rei, um rei é feito rei pelo povo por que é por todos. Por isso o Carpinteiro, à semelhança de David o pastor, foi coroado eternamente O Rei dos reis. 
Em relação a um rei sempre foi assim, sempre será assim. Não há volta a dar.
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Obra de Mihaly von Munkacsy . "Christ in front of Pilate" (1881)

«Pilatos entrou no pretório, chamou Jesus e perguntou-lhe: És tu o rei dos judeus?

Jesus respondeu: Dizes isso por ti mesmo, ou foram outros que to disseram de mim? 

Disse Pilatos: Por acaso sou eu judeu? A tua nação e os sumos sacerdotes entregaram-te a mim. Que fizeste? 

Respondeu Jesus: O meu Reino não é deste mundo. Se o meu Reino fosse deste mundo, os meus súbditos certamente teriam lutado para que eu não fosse entregue aos judeus. Mas o meu Reino não é deste mundo. 

Perguntou-lhe então Pilatos: És, portanto, rei? 

Respondeu Jesus: Sim, eu sou rei. É para dar testemunho da verdade que nasci e vim ao mundo. Todo o que é da verdade ouve a minha voz.»
(Jo 18, 33-38)

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Brotherwoods

Os irmãos judeus ainda esperam o Messias. Bom, isso é lá com eles. 

O que sei é que desde da vinda do Carpinteiro de Nazaré a Terra nunca mais foi a mesma, assistiu-se à sua mais profunda transformação e fincaram-se as estacadas da humanização.
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domingo, 31 de março de 2013

Hallelujah!

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sexta-feira, 29 de março de 2013

Johann Sebastian Bach . "Herr, Unser, Herrscher (chorus)" (1724)

UMA PÁSCOA BEM CELEBRADA.
Coral inicial da obra 'Paixão segundo São João' BWV 245.
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quinta-feira, 14 de março de 2013

Republicanização celestial

Ontem, num debate, na tvi 24, ouvi o dr. Oliveira Martins falar na “republicanização” em matéria de Vaticano/Igreja. 

Posta a afirmação, é de concluir que já faltou mais para se dizer que Jesus Cristo, em vez de Rei, era Presidente (dos Judeus).

Também seria interessante saber o que os católicos republicanos têm a dizer sobre essa “republicanização”…
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«Se mandarem os Reis embora, hão-de tornar a chamá-Los» (Alexandre Herculano)

«(…) abandonar o azul e branco, Portugal abandonara a sua história e que os povos que abandonam a sua história decaem e morrem (…)» (O Herói, Henrique Mitchell de Paiva Couceiro)

Entre homens de inteligência, não há nada mais nobre e digno do que um jurar lealdade a outro, enquanto seu representante, se aquele for merecedor disso. (Pedro Paiva Araújo)

Este povo antes de eleger um chefe de Estado, foi eleito como povo por um Rei! (Pedro Paiva Araújo)

«A República foi feita em Lisboa e o resto do País soube pelo telégrafo. O povo não teve nada a ver com isso» (testemunho de Alfredo Marceneiro prestado por João Ferreira Rosa)

«What an intelligent and dynamic young King. I just can not understand the portuguese, they have committed a very serious mistake which may cost them dearly, for years to come.» (Sir Winston Leonard Spencer-Churchill sobre D. Manuel II no seu exílio)

«Everything popular is wrong» (Oscar Wilde)

«Pergunta: Queres ser rei?

Resposta: Eu?! Jamais! Não sou tão pequeno quanto isso! Eu quero ser maior, quero por o Rei!» (NCP)

Um presidente da república disse «(...)"ser o provedor do povo". O povo. Aquela coisa distante. A vantagem de ser monárquico é nestas coisas. Um rei não diz ser o provedor do povo. Nem diz ser do povo. Diz que é o povo.» (Rodrigo Moita de Deus)

«Chegou a hora de acordar consciências e reunir vontades, combatendo a mentira, o desânimo, a resignação e o desinteresse» (S.A.R. Dom Duarte de Bragança)

«Depois de Vós, Nós» (El-Rei D. Manuel II de Portugal, 1909)

«Go on, palavras D'El-Rey!» (El-Rei D. Manuel II de Portugal)