Este é um microcosmo apartidário embora ideológico, pois «nenhuma escrita é ideologicamente neutra*»

*Roland Bartes

Intros: 1 2

domingo, 31 de outubro de 2010

Reflexão-Síntese: Uma esquerda que incorpore novos ideais...

Rubrica – 'Cruzes canhoto! – Apontamentos à esquerda’.

Aquela esquerda portuguesa arreigada ao modelo ainda muito praticado e petrificado em 1910, obsoleto, conceptualmente tradicionalista, desprovido de grandes ideais, arcaico e pouco aberto a mudanças, deve actualizar-se e começar a entender e a preparar-se para receber uma chefia de Estado monárquica.

Para que a esquerda se requalifique e deixe de prejudicar o País com a sua estagnação, especialmente desde 5-10-1910, deve aperfeiçoar-se e inspirar-se em verdadeiros estadistas como foram Olof Palme, Felipe González e muitos outros de uma esquerda racional, merecedora de respeito e admiração...mesmo por quem não seja dessa ala.
Share |

Short note...

Quando Portugal tiver Rei novamente o seu cognome será "O Pretendido"! Porquê?! Porque não advirá da força bruta, nem da força das armas como a república, mas sim por pretensão legitima do povo (que somos todos) que quererá o Seu Rei de volta!
Share |

Reflexão-Síntese: Menos patriotismo, mais establishment...

Em república altera-se demais a chefia de Estado e de menos a governação. Resultado: cada vez menos patriotismo, mas mais establishment.
Share |

The Cure . "Plainsong" (1989)

Uma das poucas versões existentes nos "tubes" da gravação em estúdio (e que cá em casa há em vinil)!
Share |

Maria de Fátima Bravo . "Vocês sabem lá" (1958)

Share |

quinta-feira, 28 de outubro de 2010

O Patriotismo | A Democracia | Os "Heróis"

No Reino da Noruega, país que em 2009, segundo o respectivo relatório anual das Nações Unidas, foi qualificado como o mais desenvolvido do mundo em Índice de Desenvolvimento Humano (IDH), teve, em 1920, por intermédio de um filho seu, o escritor Knut Hamsun, um “nobél” da Literatura. Nunca deixando de sublinhar as antigas rivalidades entre os reinos da Suécia e da Noruega, a verdade é que o autor de “Fome”, obra considerada por muitos uma obra-prima e «romance fundador da literatura moderna», recebe a célebre distinção da Real Academia Sueca.
Porém, este autor no pós-guerra foi julgado por traição à Pátria, pela sua ligação ao nazismo, sendo que desse facto resultou a consequência de ainda hoje não existir, no Reino da Noruega, nenhuma rua com o seu nome. Face a uma decisão de Tribunal, provada e transitada em julgado, parece-me justo e realista a sanção infligida sobre o escritor, por quebra com princípios elementares de um Estado de Direito, o do Patriotismo e o da Democracia. Ajuizou bem o Tribunal, procedeu bem a Nação não reconhecendo, até hoje, Hamsun como herói nacional, não obstante o seu génio e excepcionalidade no mundo da literatura moderna (visto que foi além do ser apenas mais um “Nobél”).

Sem prejuízo do exposto, no nosso modernaço Portugal republicano, também tivemos um “Nobél” da literatura. Nada que fosse da dimensão de Hamsun ou trouxesse a sua inovação (à parte de uma técnica de escrita que gerou polémica, visto que para uns escrevia com erros e para outros era “inovação e génio”). Mas os dois tinham algo em comum. Ambos simpatizavam com regimes, como direi…pouquíssimo democráticos. Um pela ex e extinta Alemanha Nazi, o outro pelo regime cubano, ainda vigente, de Fidel Castro. Ambos, ao seu modo, e pelas formas sobejamente conhecidas desdenharam as suas pátrias. Consequências?! Num caso já foi supra exposto! No outro, o do “Nobél” Saramago, as “consequências” foram: alvíssaras, prémios, honras, idolatria, e, sobretudo, uma recepção aquando do seu enterro, no país que deixou e desdenhou, no contexto da habitual tese do iberismo, inserida na sólida génese republicana, com honras de Estado…só tendo faltado a este o presidente da república, que muitos, ainda assim, criticaram, mas que não deixou de enviar um alto dignitário e representante ao “evento nacional”.
Finalizando, neste País plantado à beira Atlântico, já começo a não ficar chocado, o que já de si é gravíssimo, para uma consciência colectiva de cidadania que se quer sã, quando assisto a fenómenos como o de Aquilino Ribeiro e, neste ano, de Saramago.
Felizmente, para todos nós, há quem não se resigne e exponha a verdade nua e crua, e sem rodeios, e talvez por isso já começa a ser alvo de reconhecimentos, que poucos anos atrás, eram impensáveis.

Fotos - Direitos reservados aos seus legítimos autores.
Share |

Mistérios de Lisboa

Delego, por assim dizer, a "critica cinéfila" de hoje em alguém que, neste caso, tem mais propriedade e até laços hereditários à obra original...
Share |

Robert Glasper Trio . “Maiden Voyage / Everything In Its Right Place” (2007)

Da Blue Note! Enorme som! 
Inserido no JAZZORES'10, lá estarei Sábado, no Teatro, para assistir ao vivo ao concerto do Robert Glasper:
Share |

Creedence Clearwater Revival . "Green River" (1969)

This sound flows like a (green) river...!
Coisas genéticas!

Share |

quarta-feira, 27 de outubro de 2010

Gosto sempre de relembrar por quem era o povo...



«D. Miguel era um homem de ideais católicos e tradicionalistas, os quais defendia com frontalidade. Era pouco popular entre a burguesia, mais aberta à influência do ideário liberal, mas gozava de grande popularidade entre o povo, que, caído na miséria após as guerras contra Espanha e França, via num rei forte a figura de um salvador. A isto acresce que era a Igreja quem muitas vezes matava a fome do elevadíssimo número de mendigos e deserdados de mais de 30 anos de guerras, pelo que a inimizade dos liberais face a esta instituição terá levado a que o povo se colocasse ainda mais do lado miguelista.

D. Miguel era também um admirador do chanceler Metternich da Áustria, embora afirmasse não ser adepto de uma monarquia absoluta mas apenas pretender libertar Portugal das influências estrangeiras, principalmente das ideias da Maçonaria, que considerava nefastas.»

Fonte - Wikipedia
Share |

Daft Punk . "Veridis Quo" (2001)

Relembro que o álbum “Discovery” introduziu um novo e interessante conceito nos clips. Ele foi transposto, por/pelos temas, e de forma fraccionada, através de uma história de um grupo de amigos, que formam uma banda, tendo sido concebida em BD Manga.

Do todo, esta é apenas uma das partes: “Veridis Quo”.

Share |

ABBA . "Honey Honey" (1974)

Dois curtos apontamentos:
1.º) Dizem elas na letra: «I wanted to know some more
And now I know what they mean, he's a love machine» ;-)
2.º) No vídeo o Björn Ulvaeus confunde-se com o Super-homem.

Share |

oOoOO . "Hearts" (2010)

Share |

terça-feira, 26 de outubro de 2010

Vencer ou Morrer

Primeiro livro de ficção de Mendo Castro Henriques.
Edição Objectiva
A ler!
Share |

segunda-feira, 25 de outubro de 2010

Reflexão-Síntese: regime e governo

Da mesma forma que a Monarquia, se fosse agora instaurada, não resolveria os problemas governativos, também, com as devidas adaptações, os republicanos de 1910 tiveram tal auspiciosa convicção e…não resultou até hoje.
É de regime que falamos. A sua função é ser moderador nos bastiões do poder e defensor dos cidadãos. Neste capítulo a Monarquia demonstrou irrefutáveis provas de ser um sistema bastante melhor.
Share |

Allen, Scarlett e...ténis!


Life and luck…in a simple moment.
Any player knows that…
« Does a man control his own fate?»

Share |

The Stone Roses . "Breaking into Heaven" (1994)

Alguém já ouviu uma guitarra falar? O John Squire explica-nos, aqui em baixo, como se consegue:
Share |

Carlos Ramos . "Não venhas tarde" (1958)

Isto (entenda-se fado) só mesmo cá. Não sou o maior apreciador, mas este tema é soberbo...
Share |

The Cardigans . "Erase and Rewind" (1998)

Vindos das terras dos Abba...;-)
Sempre achei graça a este tema!

Share |

Gus Gus . "Why?" (1997)

Guys, one more from 4AD...!
Share |

«Se mandarem os Reis embora, hão-de tornar a chamá-Los» (Alexandre Herculano)

«(…) abandonar o azul e branco, Portugal abandonara a sua história e que os povos que abandonam a sua história decaem e morrem (…)» (O Herói, Henrique Mitchell de Paiva Couceiro)

Entre homens de inteligência, não há nada mais nobre e digno do que um jurar lealdade a outro, enquanto seu representante, se aquele for merecedor disso. (Pedro Paiva Araújo)

Este povo antes de eleger um chefe de Estado, foi eleito como povo por um Rei! (Pedro Paiva Araújo)

«A República foi feita em Lisboa e o resto do País soube pelo telégrafo. O povo não teve nada a ver com isso» (testemunho de Alfredo Marceneiro prestado por João Ferreira Rosa)

«What an intelligent and dynamic young King. I just can not understand the portuguese, they have committed a very serious mistake which may cost them dearly, for years to come.» (Sir Winston Leonard Spencer-Churchill sobre D. Manuel II no seu exílio)

«Everything popular is wrong» (Oscar Wilde)

«Pergunta: Queres ser rei?

Resposta: Eu?! Jamais! Não sou tão pequeno quanto isso! Eu quero ser maior, quero por o Rei!» (NCP)

Um presidente da república disse «(...)"ser o provedor do povo". O povo. Aquela coisa distante. A vantagem de ser monárquico é nestas coisas. Um rei não diz ser o provedor do povo. Nem diz ser do povo. Diz que é o povo.» (Rodrigo Moita de Deus)

«Chegou a hora de acordar consciências e reunir vontades, combatendo a mentira, o desânimo, a resignação e o desinteresse» (S.A.R. Dom Duarte de Bragança)

«Depois de Vós, Nós» (El-Rei D. Manuel II de Portugal, 1909)

«Go on, palavras D'El-Rey!» (El-Rei D. Manuel II de Portugal)