Este é um microcosmo apartidário embora ideológico, pois «nenhuma escrita é ideologicamente neutra*»

*Roland Bartes

Intros: 1 2

domingo, 15 de outubro de 2023

Niilismo

"Vejo muito niilismo na esquerda, se não mesmo um niilismo absoluto. E sou de esquerda."

Eleanor Catton, escritora neozelandesa.


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sábado, 2 de setembro de 2023

Europa, Regulamentos, Burocracia e Decadência

"A Europa criou uma tal quantidade de regulamentos que agora está encurralada".

Alejandro Aravena, arquiteto chileno, prémio Pritzker (2016).

Este é um tema que várias vezes aflorei em artigos e crónicas. A Europa está a desacelerar vertiginosamente em relação a potências como a China e os EUA, porquanto Bruxelas, controlada por Berlim, só gera, há decadas, burocratas que apenas sabem multiplicar regulamentação e que da vida real sabem muito pouco. Um europeu está, cada vez mais, submergido em regras, regras e mais regras, imensas vezes redundantes e até duplicadas (ex. a recente legislação das denúncias, a legislação de saúde no trabalho, etc, etc) tudo focado em canalizar milhões de euros para determinados lóbis que controlam este regime democrático débil e frágil hoje mais apropriado designar por regime burocrático em que já se respira pouca liberdade.


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"O Lado Negro das Energias Verdes"


Sou ecologista, não embarco neste pesadelo que nos pode custar caríssimo.


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Na mouche

O Portugal percepcionado por Natália no pós 25 de Abril e tal como é hoje de facto:

"(...) se buscou por todos os meios 'a saída do lerdo labirinto', depois do processo democrático (...) só viu por aí uma gente 'lambuzada de revolucionarite' que 'se prestou a ser esponja de todo o desvairo de extremismos, cujo reflexo teria de dar na paranoia deste liberalismo de Chicago boys' ”.

Diogo Vaz Pinto citando Natália Correia.


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Democracia fatal

Onde diz Natália, poderia também dizer Portugal com toda a objetividade e naturalidade

Sobre Natália Correia:

"(...), Natália foi uma vítima do obscurantismo soez dos ominosos tempos da ditadura, mas, ironia suprema, a democracia foi-lhe fatal.”

Jorge de Sena

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Deus por Natália

“E eu/ Que troco o nome de todas as coisas/ Porque as coisas que têm um nome/ Estão afogadas na sua imagem mais finita/ E perceber o erro da evidência/ É descobrir que Deus é Deus/ Porque recusa uma aparência?”

Natália Correia, escritora e poetisa (1923-1993)

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domingo, 6 de agosto de 2023

Pio XII e Portugal

"Como é possível que vós, embora sendo poucos, tenham feito tanto na santa cristandade? Onde Portugal encontrou forças para acolher tantos territórios da África e da Ásia sob o seu domínio, e estendê-lo até às mais distantes terras americanas? Onde, senão naquela ardente fé do povo português, cantada pelo seu maior poeta, e na sabedoria cristã dos seus governantes, que fizeram de Portugal um dócil e precioso instrumento nas mãos da Providência, para a realização de obras tão grandiosas e benéficas?"

Papa Pio XII in encíclica «Saeculo Exeunte Octavo», 13 de Junho de 1940.

Para muitos católicos o último Papa, sendo que, desde 1958, e segundo essa posição cada vez mais forte, o lugar de Pedro está, desde daquela predita data, sede vacante.





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sábado, 8 de julho de 2023

In Momoriam - José Mattoso

«O topo da inteligência é alcançar a humildade.»
Textos Judaicos

Faleceu José Mattoso.

Sempre entendi, sem descurar das respetivas correntes historiográficas, e das suas inevitáveis ideologias, em alguns casos, contaminadoras, que o essencial neste âmbito é muito simples concetualmente quanto ao seu fim, embora dificílimo do prisma prático: transmitir o entusiasmo e a importância do passado às gerações vindouras, para que estas possam melhorar o futuro.

Neste contexto, e tal como o Prof. Doutor José Hermano Saraiva tinha aquela invulgar capacidade de chegar ao essencial pelo seu dom da palavra, Mattoso, por sua vez, conseguia igualmente alcançar o difícil essencial pelo imaculado rigor técnico e pela forma apelativa que incutia na sua escrita.

Com a morte de Mattoso, Portugal ficou mais pobre, pois perdeu um apaixonado amante da nossa grandiosa e epopeica História, sempre sólido nos seus conceitos e afirmações porquanto nunca despia a armadura da (verdadeira) humildade.

Por fim, deixo este texto extraído da página do meu prezado amigo Miguel Villas-Boas:

"Faleceu o historiador Professor Doutor JOSÉ MATTOSO (Leiria, Leiria, 22 de Janeiro de 1933 - 08/07/2023).

Antigo monge beneditino (durante 20 anos foi monge da Ordem de São Bento, vivendo na Abadia de Singeverga, em Portugal, e em Lovaina, na Bélgica, usando o nome de Frei José de Santa Escolástica Mattoso). Licenciado em História, na Faculdade de Letras da Universidade Católica de Lovaina, e Doutorado em História Medieval, pela mesma universidade, com a tese Le Monachisme ibérique et Cluny: les monastères du diocèse de Porto de l'an mille à 1200, só em 1970 retornou à vida laica, iniciando uma carreira académica, especializado na história das ordens religiosas e da aristocracia nos séculos X a XIII, destacando-se as suas obras 'Ricos-Homens, Infanções e Cavaleiros', 'Fragmentos de Uma Composição Medieval', 'O reino dos mortos na Idade Média', e 'Ensaio sobre as Origens de Portugal (1096-1325) (vol. I - Oposição; vol. II - Composição)', sucessivamente premiada com o Prémio de História Medieval Alfredo Pimenta e o Prémio Ensaio do P.E.N. Clube Português. José Mattoso foi o autor de uma obra vasta, em que se incluem livros como 'Identificação de um País' 3 a colectânea 'História de Portugal', edição de oito volumes (1993-1995), que vendeu mais de um milhão de volumes. A par do trabalho como investigador, no Centro de Estudos Históricos do Instituto de Alta Cultura, e como professor, na Universidade de Lisboa e na Universidade Nova, exerceu as funções de presidente do Instituto Português de Arquivos, de 1988 a 1990, e de diretor da Torre do Tombo, entre 1996 e 1998."



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Líder

“Um líder é alguém que nos inspira a ser o que sabemos que podemos ser.”

Ralph Waldo Emerson, poeta e filósofo.

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A Verdadeira Igreja e o Vaticano II

Se o Partido Comunista soviético dominava a pequena seita que é aludida no sórdido e macabro relato do Sol, imaginem o que o mesmo PC investiu no Vaticano (II) para chegarmos ao que chegamos hoje...

Bella Dodd, ex-comunista, convertida, todavia, explicou tudo numa Comissão Pública de Inquérito nos EUA e, também, por outros testemunhos diretos e de terceiros.

O conclave de 1958 e o que se passou com o Cardeal Siri em relação a Roncalli, explica o resto...

Ver a propósito de Dodd:


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Não dizer a verdade

"Não há nada mais espantoso do que a eloquência de um homem que não diz a verdade."

Thomaz Carlyle (1795-1881), historiador.

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domingo, 18 de junho de 2023

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In memoriam
Tina Turner (1939-2023)


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Aktion T4 e os Socialismos

Eutanásia? Não obrigado.

Sabemos o tipo de pessoas que criaram leis destas, como começou e, sobretudo, o que queriam...e não era racial...

Os nacional-socialistas consideravam legalmente a morte para pessoas: "incuravelmente doentes, através de exame médico crítico".

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sábado, 6 de maio de 2023

O Rei de Portugal

“O olhar fito do Rei a si conduz
Os olhares fitados e vizinhos.
O Rei fala, e um seu gesto tudo prende,
O som da Sua voz tudo transmuda.
E a Sua viva Majestade esplende.”

- Fernando Pessoa, 31/7/1935


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Au point

"Um período revolucionário é sempre uma ditadura de inferiores.
A situação de Portugal, proclamada a República, é a de uma multidão amorfa de pobres-diabos, governados por uma minoria violenta de malandros e de comilões. O constitucionalismo republicano, para o descrever com brandura, foi uma orgia lenta de bandidos estúpidos."

Fernando Pessoa | "Da República" (1910-1935)


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Para um monárquico...

...o Rei não é do povo, é o povo. O Rei não representa o País, ele é o País.
O Rei não é eleito, não precisa de votos, não é de partes, o Rei é de todos, por todos e para todos. O Rei...aquela simbiose milenar com os portugueses.


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Um bocadinho de História

"Haile Selassie, o último imperador da Etiópia, com as vestes de coroação. A Etiópia foi um dos primeiros reinos cristãos e que os seus soberanos, segundo a tradição, descendem do Rei Salomão. A Etiópia é a herdeira direta do antigo Reino de Axum. Este reino durou centenas de anos e com a conversão do Rei Ezana, em 320 d.C, oficialmente tornou se uma nação cristã.

A origem, contudo, da linhagem dinástica etíope encontra-se em Menelik I, o filho da Rainha de Sabá com o Rei de Israel.

A monarquia cristã governou a Etiópia com a assistência espiritual da Igreja Etíope, até ser deposta em 1974 por um golpe de Estado que levou o país ao completo caos presente até os dias de hoje. (...)"



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«Se mandarem os Reis embora, hão-de tornar a chamá-Los» (Alexandre Herculano)

«(…) abandonar o azul e branco, Portugal abandonara a sua história e que os povos que abandonam a sua história decaem e morrem (…)» (O Herói, Henrique Mitchell de Paiva Couceiro)

Entre homens de inteligência, não há nada mais nobre e digno do que um jurar lealdade a outro, enquanto seu representante, se aquele for merecedor disso. (Pedro Paiva Araújo)

Este povo antes de eleger um chefe de Estado, foi eleito como povo por um Rei! (Pedro Paiva Araújo)

«A República foi feita em Lisboa e o resto do País soube pelo telégrafo. O povo não teve nada a ver com isso» (testemunho de Alfredo Marceneiro prestado por João Ferreira Rosa)

«What an intelligent and dynamic young King. I just can not understand the portuguese, they have committed a very serious mistake which may cost them dearly, for years to come.» (Sir Winston Leonard Spencer-Churchill sobre D. Manuel II no seu exílio)

«Everything popular is wrong» (Oscar Wilde)

«Pergunta: Queres ser rei?

Resposta: Eu?! Jamais! Não sou tão pequeno quanto isso! Eu quero ser maior, quero por o Rei!» (NCP)

Um presidente da república disse «(...)"ser o provedor do povo". O povo. Aquela coisa distante. A vantagem de ser monárquico é nestas coisas. Um rei não diz ser o provedor do povo. Nem diz ser do povo. Diz que é o povo.» (Rodrigo Moita de Deus)

«Chegou a hora de acordar consciências e reunir vontades, combatendo a mentira, o desânimo, a resignação e o desinteresse» (S.A.R. Dom Duarte de Bragança)

«Depois de Vós, Nós» (El-Rei D. Manuel II de Portugal, 1909)

«Go on, palavras D'El-Rey!» (El-Rei D. Manuel II de Portugal)