Este é um microcosmo apartidário embora ideológico, pois «nenhuma escrita é ideologicamente neutra*»

*Roland Bartes

Intros: 1 2

terça-feira, 9 de novembro de 2010

Maria da Fonte

No decurso da História de Portugal ocorreram algumas revoltas centrais nas configurações políticas do País e que envolveram o Povo (que somos todos nós). Mas apenas uma foi exclusivamente originária no seu seio.

Quando D. João I fere de morte o Conde Andeiro e Rui Pereira dá a estocada final, o Povo esteve com eles contra o dito 2.º Conde de Ourém, fidalgo galego.

Quando os Conjurados, chefiados por D. João, trineto do Rei Manuel I de Portugal, por via paterna, através da duquesa D. Catarina, infanta de Portugal, sua avó paterna, invadiram o palácio da Duquesa de Mântua, atirando Miguel de Vasconcelos pela janela causando-lhe a morte e proclamaram João, o Duque de Bragança, Rei de Portugal D. João IV, aos gritos de "Liberdade", o Povo e toda a nação portuguesa acorreu logo a apoiar a revolução restauradora da Independência e, assim, Filipe III, IV de Espanha, que se encontrava já a braços com uma revolução na Catalunha, não teve como retomar o poder em Portugal.

No triste dia de 5 de Outubro de 1910, por intermédio de uma elite maçónica e jacobina, fazendo uso da Carbonária, um braço armado, instauraram a república portuguesa…contra vontade da maioria dos portugueses. O Povo, portanto, pouco teve que ver com esta mudança ilegítima.

A 28 de Maio de 1926 Gomes da Costa marcha a partir de Braga para Lisboa para por ordem no País, ordem essa que o Povo clamava tal era o caos instalado pela I república. Os assassinatos proliferaram nas ruas e as famílias temiam pela sua segurança. Daí, e é preciso dizer com verdade, que esta revolta, ante câmara do Estado Novo, foi bem recebida pela maioria dos portugueses, pois via nela a tão esperada segurança e estabilidade nacional.

A revolução dos Cravos, no dia 25 de Abril de 1974, organizada por capitães, pôs termo aos 41 anos do Estado Novo. Algum Povo se reuniu à volta das chaimites para celebrar a restauração da Liberdade.

Posto isto, e de modo diferente daquilo até agora sumariamente relatado, a única grande revolta que não teve mestres, sindicatos, elites, senhores e outros comandantes, tendo sido uma manifestação originária no Povo mais profundo, foi a Maria da Fonte o nome dado a uma revolta popular ocorrida na Primavera de 1846 contra o governo cartista presidido por Costa Cabral. Por isso, muitos cantores, de esquerda sobretudo, ainda a cantam. O Zeca e o Vitorino são expressões maiores disso mesmo. De salientar que como a «fase inicial do movimento insurreccional teve uma forte componente feminina, acabou por ser esse o nome dado à revolta»*. À parte: seria motivo para dizer, face a uma Chefe de Estado mulher (D. Maria II) e uma revolta de elevada base feminina, será que hoje as mulheres têm mais protagonismo do que aquele que tiveram naquela época?

«A revolta resultou das tensões sociais remanescentes das guerras liberais, exacerbadas pelo grande descontentamento popular gerado pelas novas leis de recrutamento militar, por alterações fiscais e pela proibição de realizar enterros dentro de igrejas. Iniciou-se na zona de Póvoa de Lanhoso (Minho) por uma sublevação popular que se foi progressivamente estendendo a todo o norte de Portugal. A instigadora dos motins iniciais terá sido uma mulher do Povo chamada Maria, natural da freguesia de Fontarcada, que por isso ficaria conhecida pela alcunha de Maria da Fonte.*». A sublevação foi de tal ordem que provocou a substituição do Governo de Costa Cabral, levando mesmo, entre o acender e o apagar de novas insurreições, «a uma guerra civil de 8 meses, a Patuleia, que apenas terminaria com a assinatura da Convenção de Gramido, a 30 de Junho de 1847*»

Terminaria dizendo que esta revolução ficou, para muitos, marcada como um último fulgor do Miguelismo o que, em certa medida, poderá deixar para sempre a dúvida se a implantação do Liberalismo maçónico que acabou por destruir a Monarquia até 1910, seria, efectivamente, a escolha da maioria dos portugueses naquela época?

Fonte – Wikipedia.
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Súbditos…

Existem alguns que ficam melindrados com a hipótese de reinstalação de uma Monarquia, pelo simples aspecto de isso os tornar súbditos de Sua Majestade. Esses eu tranquilizo dizendo-lhes que tal termo há muito que saiu do léxico das constituições liberais monárquicas, embora, e falo por mim, não me sentisses absolutamente nada menorizado, enquanto cidadão, de ser súbdito dos Reis de Portugal por quem tenho a maior lealdade, reconhecimento e respeito.

Todavia, importa salientar algo fulcral na nossa sociedade hodierna. Hoje numa sociedade que praticamente só se desenvolve o culto da personalidade, da vaidade e do individualismo, esta reflecte, precisamente, a ausência de uma referência comum que permita trabalhar e produzir conjugadamente em prol do País, ou seja, com um sentido comunitário e inter-activo.

Neste contexto, gosto sempre de lembrar o exemplo germânico do pós-II Guerra, mais concretamente o da parte Federal. Este Povo reergueu um País dos destroços em relativo pouco tempo, tornando-se, de novo, uma potência produtiva sem ter de sacrificar a sua democracia. Antes pelo contrário, melhorou-a e não danificou o respeito colectivo ao contrário daquilo que, por exemplo, fazem ainda hoje os líderes chineses ao seu Povo.

No nosso caso, e desde 5-10-1910, que os Portugueses perderam alguém que os entusiasmasse sem ser à força, alguém em quem se reconheçam e os dignifique. Com as actuais classes políticas, que só almejam poder e/ou fortuna, nem que para isso sacrifiquem princípios gratos aos cidadãos, os portugueses estão cada vez mais patrioticamente órfãos. Não é à toa o reconhecimento que o Povo português teve ao receber em número indescritível, dos respectivos países de exílio, aquando das cerimónias fúnebres em São Vicente de Fora, os seus falecidos Rei D. Manuel II e Rainha D. Amélia. Salazar, esse, apesar de todo o mal que fez à nossa Democracia, não faliu o País e morreu pobre. O Povo ainda hoje sabe isso, fala nisso e mostrou-o no concurso Grandes Portugueses na RTP. É um dado! Hoje os portugueses….não acreditam em ninguém. Com as adversidades económicas sérias que começam a assolar-nos, iremos longe nos actuais moldes? É obvio que não!

Um Rei, enquanto pessoa, não tem mais dignidade humana do que eu ou do que um rico burguês ou ainda do que um pedinte. Tem-na exactamente igual. A diferença encontra-se apenas na maior responsabilidade que, logo à nascença, este cidadão português terá sobre os seus correspectivos concidadãos, por quem, em espírito de missão, deve salvaguardar, proteger e representar.
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Disse Wim Elfrink*…

«Portugal pode ser porta de entrada na Europa»

É preciso vir um estrangeiro, uma vez mais, dizer isto à república portuguesa. Ela ainda não assimilou essa prioridade e, muito menos, a do Mar…!

D. João I, sete séculos atrás, bom…escuso de dizer mais, já sabem o que iria desenvolver.

* Vice-Presidente da Cisco Systems, em entrevista ao Expresso, Caderno de Economia, 30-10-2010, pág. 24.
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«Notas»

«1- As eleições presidenciais parecem mais ser leilões nos quais aquele que tiver mais dinheiro e influência ganha e como da noite para o dia, se torna o “Presidente de Todos os Portugueses”, mesmo quando há uma Abstenção igual ou superior a 50% e que numa escala de 0 a 100%, o candidato vencedor só terá recebido 25 %, ou seja 1/4 dos eleitores portugueses votou no vencedor. E ainda se fala em Igualdade?

2- Muito francamente prefiro não ter nem o direito a ser candidato a Presidente da República e muito menos ter o direito a votar para a Presidência. A Chefia de Estado não pode partir de uma Eleição directa, fracturante da sociedade. O Supremo Magistrado, para ser BOM MAGISTRADO, não pode fazer parte desta ou daquela facç…ão para ser contra outra ou entrar em conflito com o Governo.

3- Neste contexto a Chefia de Estado Monárquica, não sendo electiva directamente, mas por um processo de Aclamação – Pacto Social entre o Povo e as Instituições Representativas – é uma Entidade que Une e não Fracciona e a figura do Rei torna-se no mais perfeito exemplo de Supremo Magistrado da Nação, porque não pertence a nenhum grupo ou partido.

4- Concluíndo, sendo o Rei o melhor Supremo Magistrado da Nação que existe, permite uma muito melhor estabilidade Governativa, que não se consegue, nem com algum esforço dos Presidentes da República, consegue ultrapassar estes. Portugal precisa urgentemente de um novo Pacto Social.

Rodapé: Chegou a hora de nas Presidenciais, os Portugueses aclamarem Rei de Portugal, Dom Duarte de Bragança e acabar com preconceitos que nada servem o futuro da Pátria.»

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Dirty Projectors . "Useful Chamber" (2009)

Há cá em casa! Melódico...
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Deep Dish (feat. Everything But The Girl) . "The Future of the Future (Stay Gold)" (1998)

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sábado, 6 de novembro de 2010

Insubmissão «-- Monarquia | República --» Submissão

Já vivemos num regime realmente progressista, importados com grandes causas de valor, e não me refiro a pseudo bandeiras como o aborto, casamentos entre pessoas do mesmo sexo, e outras menoridades, refiro-me, por exemplo, quando abolimos a pena de morte. Isso sucedeu nos reinados de D. Maria II e D. Luís I.

A república que, após 1910, tudo perdeu do Império, que não o soube tratar e adaptá-lo, recebe com pompa e circunstância Hu Jintao, presidente da república popular da China, um regime colonialista e comunista, república que ainda integra a pena de morte, mas que agora apresenta-se com um formato híbrido (à mistura com uma forte veia capitalista) e como potencial comprador de dívida pública portuguesa.

Neste contexto, o presidente Aníbal Cavaco Silva recebe aquele regime com forte aparato, incluindo montadas da GNR (pobre do militar que caiu do cavalo e pior…teve de cumprimentar o ditador), jantar de gala, etc, tudo para “sensibilizar” a poderosa China a comprar-nos, um pouco à semelhança da entrega vergonhosa de Macau.

Esta nossa república não tem qualquer sabor, expressão ou, se assim posso qualificar, carácter de regime. Derrete-se ao primeiro que torce o nariz ou nos dá umas esmolas...

No século XIX, já Portugal estava longe do poderio de outros tempos, mas ainda assim, o Grande Rei D. Pedro V, foi um acérrimo defensor da abolição da escravatura. Aquando do seu reinado, ocorreu um episódio que definiu a convicção do monarca nessa matéria e que, simultaneamente, demonstrava a fragilidade de Portugal perante as grandes potências da altura. Assim, junto à costa de Moçambique é apresado um navio negreiro francês, tendo o seu comandante sido preso. O governo de França, não só exigiu a libertação do navio, bem como uma avultada indemnização ao governo português. Mas o Rei não abdicou de firmar a sua convicção liberal e marcou o sentido de posição de Portugal enquanto Nação e dos portugueses que se orgulharam deste seu representante.
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Tom Jones . "She's a lady" (1971)

He's the great!
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Black Van . "Yearning" (2010)

New!
Very cute!

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quinta-feira, 4 de novembro de 2010

Reflexão-Síntese: Refundação do Império!

Portugal deve encetar acarretados esforços para refundar todo o seu Império de expressão portuguesa, hoje, por lógica, já não num âmbito colonialista mas sim num sentido de assumida e efectiva parceria estratégico-comunitária. 

Objectivo: possibilitar o nosso afastamento, paulatino, da União Europeia e auto-subsistirmos.
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Short note...

Porque será que, em geral, todos sabem e lembram as boas obras das rainhas consortes de Portugal e já não das suas congéneres republicanas…as ditas “primeiras damas”?
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The Social Network‏

Do mesmo realizador de Se7en...
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Jamiroquai . “Blue Skies” (2010)

Brand new! 
This song is cute, but not brilliant!
But the status of this “funky little demon”, and Jamiroquai, for the work already performed, deserves all the honors...!
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Morrissey . “Suedehead” (1988)

A solo vai esta…
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Duran Duran . "Skin Trade" (1987)

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terça-feira, 2 de novembro de 2010

O melhor Regime com a melhor Cultura portuguesa...

Fonte - FRP
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Galleon . "So I Begin" (2001)


Cá em casa este single está no chamado "álbum amarelo". 
Outro aspecto, lembram-se, no ano em que o Jardel foi campeão pelo Sporting, que mostrava aquela pergunta na camisola interior quando marcava um golo:"Porque será?" Posto isto, "porque será" que o Galleon usa sempre a modelo Jitka Ogurekova nos seus vídeos...?! ;-)
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Kid Loco . "A Grand Love Theme" (1997)

Este álbum, desde daquele ano, sempre teve um lugar especial cá em casa...
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Talk Talk . "Give it up" (1986)

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Robert Glasper Trio . "F.T.B." (2007)

Composições e execuções esplêndidas...!
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«Se mandarem os Reis embora, hão-de tornar a chamá-Los» (Alexandre Herculano)

«(…) abandonar o azul e branco, Portugal abandonara a sua história e que os povos que abandonam a sua história decaem e morrem (…)» (O Herói, Henrique Mitchell de Paiva Couceiro)

Entre homens de inteligência, não há nada mais nobre e digno do que um jurar lealdade a outro, enquanto seu representante, se aquele for merecedor disso. (Pedro Paiva Araújo)

Este povo antes de eleger um chefe de Estado, foi eleito como povo por um Rei! (Pedro Paiva Araújo)

«A República foi feita em Lisboa e o resto do País soube pelo telégrafo. O povo não teve nada a ver com isso» (testemunho de Alfredo Marceneiro prestado por João Ferreira Rosa)

«What an intelligent and dynamic young King. I just can not understand the portuguese, they have committed a very serious mistake which may cost them dearly, for years to come.» (Sir Winston Leonard Spencer-Churchill sobre D. Manuel II no seu exílio)

«Everything popular is wrong» (Oscar Wilde)

«Pergunta: Queres ser rei?

Resposta: Eu?! Jamais! Não sou tão pequeno quanto isso! Eu quero ser maior, quero por o Rei!» (NCP)

Um presidente da república disse «(...)"ser o provedor do povo". O povo. Aquela coisa distante. A vantagem de ser monárquico é nestas coisas. Um rei não diz ser o provedor do povo. Nem diz ser do povo. Diz que é o povo.» (Rodrigo Moita de Deus)

«Chegou a hora de acordar consciências e reunir vontades, combatendo a mentira, o desânimo, a resignação e o desinteresse» (S.A.R. Dom Duarte de Bragança)

«Depois de Vós, Nós» (El-Rei D. Manuel II de Portugal, 1909)

«Go on, palavras D'El-Rey!» (El-Rei D. Manuel II de Portugal)