Este é um microcosmo apartidário embora ideológico, pois «nenhuma escrita é ideologicamente neutra*»

*Roland Bartes

Intros: 1 2

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sábado, 22 de fevereiro de 2020

domingo, 10 de janeiro de 2016

Fantochadas

Curiosamente, depois de ter escrito sobre esta fantochada, Vasco Pulido Valente escreveu ontem, e muito bem, sobre esta.

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quinta-feira, 13 de setembro de 2012

Implantação da república ≠ 25 de Abril

«(...) A I República nasceu de uma revolução, não de um pronunciamento militar como o "25 de Abril". Ou seja, nasceu da violência e dali em diante viveu da violência. Essa violência, como costuma suceder desde 1789, tomou a forma de um terrorismo de massa. Até 1917, e com mais brandura, até 1926, grupos republicanos (ligados directamente ou indirectamente ao partido), à mistura com algumas centenas de adeptos da anarquia e da bomba: mataram, prenderam, torturaram, degredaram, espiaram e ameaçaram o cidadão comum. Milhares de inocentes por discordância ou inadvertência lhes caíram nas mãos. Mas sobretudo a I República, imitando como sempre o radicalismo francês do petit père Combes, perseguiu a Igreja com uma vulgaridade sórdida e brutal. (...)
 
Vasco Pulido Valente no Público»

Visto aqui.
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quarta-feira, 16 de dezembro de 2009

"Nada se salva"



«(…)
O que, em princípio, é estranho, porque, fora a dissolução, o Presidente não passa de uma figura isolada e ornamental. Até a influencia que se lhe costuma atribuir depende, em última análise, do prestígio próprio: grande, por exemplo, com Mário Soares, relativamente modesta com Sampaio e Cavaco. Só num caso o Presidente é decisivo: quando não há na Assembleia maioria absoluta.
Num país que se habituou à autoridade irremovível de um “chefe”, e que não vive bem com a negociação e o compromisso, a incerteza e as dificuldades de um parlamentarismo de facto, como ele hoje existe, tornam o Presidente, que é o único ponto fixo do sistema, no árbitro das facções.

Infelizmente, ou felizmente, conforme o ponto vista, as circunstancias não dão a Cavaco espaço de manobra. Se por acaso se inclinar para Sócrates, coagindo o PSD a colaborar, ou dissolvendo a Assembleia logo que a Constituição permita (como o PS inexplicavelmente parece querer), perde o eleitorado da direita (que o elegeu), sem ganhar uma boa parte da esquerda. Se por acaso se inclinar para a direita, deixando Sócrates de sociedade com o PC e o Bloco, fortalece a presuntiva candidatura de Manuel Alegre. Faça o que faça, o que fizer é mau para ele e compromete a hipótese já tremida de um segundo mandato. A crise enfraqueceu o PS e o PSD, sem na realidade das coisas favorecer o CDS, o Bloco ou PC. Chegou agora a vez do Presidente. Nada se Salva.»

Fonte – Jornal Público, de 11/12/2009, última página.
Foto - i, por Pedro Azevedo.

Comentário - Um Chefe de Estado inclina-se para a direita ou para a esquerda ?

Post Scriptum: Conforme é bem clarificado por Vasco Pulido Valente, as trocas e baldrocas que um (candidato a) presidente tem de se “sujeitar” para ser reeleito…
Por fim, não se entende apenas uma coisa referida pelo respeitável autor: único ponto fixo do sistema ?!
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quinta-feira, 6 de agosto de 2009

O Paladino


Excertos da obra «Um Herói Português – Henrique Paiva Couceiro (1861-1944) – Biografia»

Por Valente, Vasco Pulido; 1.ª edição; editora Alêtheia; 2006

- Deixado o aviso: «(…)”abandonar o azul e branco, Portugal abandonara a sua história e que os povos que abandonam a sua história decaem e morrem” (…)». (páginas 133 e 134)

- Coragem extrema: «Em 31 de Outubro de 1937 (…) escreveu a Salazar, invocando o artigo 8, número 18 da Constituição de 1933, como milhares de portugueses durante os quarenta anos seguintes. Num tom insolente e quase brutal, Couceiro prevenia o Presidente do Conselho da existência de um movimento separatista em Angola, com cumplicidades no estrangeiro. (…). Mas, prevenia o Paladino, embora Salazar “mandasse de ciência certa e poder absoluto” num país que “parecia conquistado”, as “terras do Ultramar” não lhe pertenciam, tanto mais que no seu espírito “professoral” não “escapara” um “cantinho” para “o génio” e “os sentimentos” daqueles que se haviam sacrificado para “legar” à Pátria o grande “património” (…). A “integridade nacional” estava em perigo e o Presidente de Conselho não cumpria os seus “deveres de Estado”. Pelo contrário, substituíra o (…) “legítimo” Portugal do “senão, não”, por um “Portugal artificial, espécie de títere, de que o governo puxava os cordelinhos”, em que “velava a Polícia e o lápis da Censura” e que “jazia” agora em “catalepsia colectiva”. Ninguém se atrevia a falar. Falava ele Couceiro, exigindo uma imediata inversão da política colonial. E receberia com “muita honra” qualquer “incómodo” que lhe trouxesse o “cumprimento do dever”.
Perante isto, Salazar não hesitou: prendeu Couceiro (…).» (página 147)

- O fim terreno recapitula um homem: ««Em Novembro de 1939, com o fim da guerra de Espanha e o começo da guerra mundial, Salazar resolveu acabar com o desterro do Paladino. Em Janeiro de 1940, Couceiro voltou para Portugal, mais precisamente para uma casa em Oeiras, donde praticamente nunca saía. Um amigo, que o viu por essa altura, achou que “ele já não era deste mundo”. Quando a mulher, D. Júlia de Noronha, morreu em 1941, passou a fazer uma vida quase inteiramente solitária. Voltou-se, por assim dizer, às origens. Dormia num divã, “vestido e calçado”, como em véspera de batalha. Acordava às seis da manhã, “fazia o seu exercício diário de esgrima, tomava banho de chuveiro e ia rezar as orações do princípio do dia”. “Engraxava” ele próprio “as suas botas” e “os seus fatos”. Não “falava na comida”, nem para dizer bem, nem para dizer mal. Para ocupar o tempo, tratava da correspondência, lia e, excepcionalmente, recebia um amigo ou outro. Às dez da noite, tornava a rezar, e uma hora depois, pontualmente, estava a dormir.
Em 1944, o médico insistiu que ele se mudasse para Lisboa e Couceiro escolheu um 5.º andar da Avenida Praia da Vitória. Um dos “fiéis”, que o viu logo no primeiro dia, ficou impressionado: vivia num quarto “nu”, sem livros, sem objectos pessoais, quase sem nada. Mas Couceiro garantiu que tinha tudo o que precisava: um crucifixo, a bandeira azul e branca da Monarquia e três espadas, cada uma com uma etiqueta: Magul, Galiza, esgrima.» (páginas 151 e 152)


Todas as honrarias a um dos grandes bravos e portugueses de sempre, sendo a maior de todas elas a guarda do bom exemplo na memória colectiva.
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«Se mandarem os Reis embora, hão-de tornar a chamá-Los» (Alexandre Herculano)

«(…) abandonar o azul e branco, Portugal abandonara a sua história e que os povos que abandonam a sua história decaem e morrem (…)» (O Herói, Henrique Mitchell de Paiva Couceiro)

Entre homens de inteligência, não há nada mais nobre e digno do que um jurar lealdade a outro, enquanto seu representante, se aquele for merecedor disso. (Pedro Paiva Araújo)

Este povo antes de eleger um chefe de Estado, foi eleito como povo por um Rei! (Pedro Paiva Araújo)

«A República foi feita em Lisboa e o resto do País soube pelo telégrafo. O povo não teve nada a ver com isso» (testemunho de Alfredo Marceneiro prestado por João Ferreira Rosa)

«What an intelligent and dynamic young King. I just can not understand the portuguese, they have committed a very serious mistake which may cost them dearly, for years to come.» (Sir Winston Leonard Spencer-Churchill sobre D. Manuel II no seu exílio)

«Everything popular is wrong» (Oscar Wilde)

«Pergunta: Queres ser rei?

Resposta: Eu?! Jamais! Não sou tão pequeno quanto isso! Eu quero ser maior, quero por o Rei!» (NCP)

Um presidente da república disse «(...)"ser o provedor do povo". O povo. Aquela coisa distante. A vantagem de ser monárquico é nestas coisas. Um rei não diz ser o provedor do povo. Nem diz ser do povo. Diz que é o povo.» (Rodrigo Moita de Deus)

«Chegou a hora de acordar consciências e reunir vontades, combatendo a mentira, o desânimo, a resignação e o desinteresse» (S.A.R. Dom Duarte de Bragança)

«Depois de Vós, Nós» (El-Rei D. Manuel II de Portugal, 1909)

«Go on, palavras D'El-Rey!» (El-Rei D. Manuel II de Portugal)