Este é um microcosmo apartidário embora ideológico, pois «nenhuma escrita é ideologicamente neutra*»

*Roland Bartes

Intros: 1 2

sábado, 3 de abril de 2021

Cinema 2019 e 2020


Como sempre, e para aqueles que me conhecem melhor, as férias de 2019 e 2020 foram aproveitadas para colocar em dia alguns filmes.

Por razões de estreita agenda, pessoal e especialmente profissional, nestes dois últimos anos, apenas foi-me agora possível compilar aqueles que pretendia ver, e vi, pré-selecionados.

À semelhança dos anos transatos, aqui deixo a seleção vista em 2019 e 2020:
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Monarquia acima de tudo

Um verdadeiro Rei nunca deve impor-se como tal, por isso ser aclamado. Esta é a ancestral magnitude de algo maior do que a democracia, porquanto legitima, unifica, é transparente (pois não há cá papeis dobrados em caixinhas) e há um elo de confiança estabelecido entre o povo e o seu monarca, ou seja, o seu País personificado. É sobretudo por isso que uma Monarquia está num patamar regimental acima de uma república.

Todavia, ao mesmo nível desse antigo aspeto, um Rei deve ser um líder e para isso deve fazer por merecer esse estatuto (ex. D. Afonso I, D. João I, D. João IV, D. Miguel I) e, assim, receber o devido reconhecimento de todos e, inequivocamente, legitimar, com naturalidade e generalidade, a aludida aclamação. Entre algumas vias para se evidenciar essa qualidade, por vezes, uma simples devolução de reconhecimento a alguém, seja singularmente ou institucionalmente, é uma forma singela de atingir aquele mesmo reconhecimento e, simultaneamente, mobilizar as tropas...para usar uma linguagem militar.

Dizia Paiva Couceiro: "acima do Rei, está a Monarquia".



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Um Homem, um Líder

Com uma boa vontade séria, uma visão positiva acima dos problemas, os aplausos genuínos de todos, sejam monárquicos ou não, são instintivos, surpreendendo mesmo aquele que com eles não contava, pois apenas procurava falar, como sempre fez, do fundo da sua alma brasileira em prol do seu povo.

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Rainha Charlotte


Charlotte foi Rainha de Inglaterra, e há até uma série sobre ela na Netflix.

Ou seja, muito antes da alpinista da Megan vir usar, inqualificavelmente, o nome do seu filho bebé, como vitimizando-o por este poder vir a ser negro no seio da Família Real Inglesa, já corria, naquela família, sangue negro...que curiosamente é vermelho para toda a humanidade.

Aliás, foi feito anos atrás um TV filme sobre o 'acasalamento' dos (futuros ex) Duques de Sussex, e no final da película é referenciada a Rainha Charlotte como algo positivo e como motivo de orgulho Real, num diálogo entre a Rainha Isabel II e a atriz de filmes e séries de classe B e, ao que parece, à data, não houve problema algum nem queixas...

Francamente.

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Monarquia é no feminino


Em república hoje, tão liberal, cada vez mais feminista, tal como a França inspiradora, teve/tiveram alguma mulher nesse mesmo posto?

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Crise, crise, crise

Nascido na presente e, ainda, vigente III república, essencialmente, prevalecem realidades, nomeada e recorrentemente, tais como: "crise", "cauda da Europa", "cunhas", "corrupção" e "abril".

É preciso um desenho para entender que este regime não serve? De que está decadente? De que a Constituição está obsoleta?

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Fulcral e de uma verdade imaculada

Sem por nem tirar. Quanto mais tempo passa, mais se dimensiona a qualidade e a importância de Reagan.

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Moçambique 2020-2021

Algumas notas:

1.a) Não vejo hoje, por lá, nenhum terriiiiivel ditador português colonialista;

2.a) Vejo mortes terríveis, mas ainda muito longe dos horrores e dos massacres cometidos, pela UPA, em Angola, nos anos de 60 e 61, contra brancos e negros portugueses...incluindo bebés;

3.a) Não vejo a comunidade internacional suficientemente preocupada como quando havia mortandarte em território português e nós fomos defender inocentes de sanguinários;

4.a) Não vejo tropas, nem tão pouco internacionais, para defender, com celeridade, "our boys", como disse e fez Thatcher aquando do incidente das Malvinas...mas isso já foi um ato democrático...

5.a) Mas o que não vi nem irei ver é um "rapidamente e em força"...pois estão mais preocupados com a Covid-19. Entretanto as mortes, essas, continuam impunes.


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O anti fascista

Salazar foi autoritário, contudo, por não ser de esquerda nem liberal…

Rolão Preto, esse radical fascista, que propôs (para não dizer que tentou impor) o Fascismo na Constituição de 1933, apenas travado por Salazar, ressabiado, como um cão raivoso fascisante, acabaria, na senda daquela corrente italiana de origem popular, por criar a Oposição Democrática e, depois, o Nacional Sindicalismo para opor-se ao ex Presidente do Conselho.

Devemos todos agradecer a Salazar por nunca termos tido Fascismo em Portugal!

O que vale é que no calor do PREC, e para enganar o Zé Povinho, ficou consagrada a proibição àquela ideologia italiana que nunca existiu em Portugal.



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Vaticano II

Legado

Tornarmo-nos uns mansos e, de dia para dia, estamos a perder estatisticamente tudo em termos institucionais católicos: padres, freiras, fiéis, congregações, etc.

Cristo

Evangelho de hoje, segundo João (Jo 2,13-25)

«Estava próxima a Páscoa dos judeus e Jesus subiu a Jerusalém. No Templo, encontrou os vendedores de bois, ovelhas e pombas e os cambistas que estavam aí sentados. Fez então um chicote de cordas e expulsou todos do Templo, junto com as ovelhas e os bois; espalhou as moedas e derrubou as mesas dos cambistas. E disse aos que vendiam pombas: “Tirai isso daqui! Não façais da casa de meu Pai uma casa de comércio!” Seus discípulos lembraram-se, mais tarde, que a Escritura diz: “O zelo por tua casa me consumirá”. Então os judeus perguntaram a Jesus: “Que sinal nos mostras para agir assim?” Ele respondeu: “Destruí este Templo, e em três dias eu o levantarei”.»

Pintura - El Greco.


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Lilianismo Caneças

«O Capitalismo é exploração do homem pelo homem.
Já o Comunismo defende o contrário».

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Há que experimentar e falhar

«Há que experimentar e falhar, dando oportunidade a que outras coisas aconteçam.»

João Roquette

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Um eufemismo, só isso

Liberalismo é um eufemismo de Libertismo, longe de um sinónimo de Liberdade.

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SELECTION SOUNDZZZzzz!

 

Em português


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quarta-feira, 17 de fevereiro de 2021

Eastern Asia...

Este tweet marca o início das relações do Ministério dos Negócios Estrangeiros Português, europeísta, obviamente, com a Administração Biden, ou seja, prioridades com interesses na “Eastern Asia”, ou seja, o mesmo que dizer, pouco disfarçadamente, na China!

Percebem agora porque Trump tinha de cair depressa, sem descurar, embora, que em recente sondagem, foi considerado o homem mais respeitado pela maioria dos americanos?

Com Biden, esse político que só depende da política, iniciou-se o fim dos EUA como a maior superpotência. Trump era (e ainda pode ser) a última via para uma sociedade, verdadeiramente, livre.

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domingo, 14 de fevereiro de 2021

Dignificar separadamente o ensino Regular do Profissional

Um dos aspetos que mais admiro numa pessoa é a coragem, pois, na minha opinião, é sinónimo de caráter.

Num político essa qualidade tem um valor exponencial.

A Dra. Sofia Ribeiro, especialista na pasta que governa, coisa rara nos últimos governos que temos tido, teve a coragem de dizer que: "O Rei vai nu", neste âmbito.

Sem prejuízo de matérias que não correram mal ao anterior executivo, a Educação é sem dúvida uma das que mais precisa de organização, de séria reforma e de muita coragem política para que, a montante, tenhamos uma sistema regional educativo exemplar.

Pelas suas amplas qualidades, a Dra. Sofia Ribeiro, precisará de todo o apoio, interno e intergovernamental. Na minha opinião aqueles que estiverem dispostos a melhorar a Educação nos Açores, e inerentemente auxiliar a Secretária da Educação, podem ter a audácia de almejar tornar a área numa referência nacional. Esses são bem vindos. Os que não a quiserem ajudar, arranjam-se outros dispostos a dar tudo por essa missão. Conheço muitos na área e que respeitam o trabalho da Secretária e têm-lhe merecido respeito.

Há que, sem descurar de todos os detalhes que possam ser mensurados, encarar o ensino regular, público ou privado, com toda a especialização inerente, sempre na sua verdadeira ótica de continuação académica, ou seja, de natureza mais científica do que prática. Este é que é o busílis que foi criado pós 25/4 e que tem havido pouca coragem, nacional e regional, para o desmontar.

Paralelamente, para motivar a economia, tal como já acontece nos países nórdicos desde dos anos 60 e 70 (caso dos eng. técnicos mecânicos na elevação, por exemplo, da marca Volvo), criar um sistema de formação e de qualificação profissional que dignifique o ensino tecnológico como algo primordial para gerar produção imediata e qualificada. Além disso, há que ter em atenção os limites da concorrência desleal do público sobre o privado, eventual e consequentemente mais autonomia para este último setor.
A tutela regular da área da Educação, a formativa, quiçá deveria ser transposta para a área da Qualificação Profissional. Melhor distribuição, melhor especialização, maior qualidade nos resultados para os jovens açorianos.

Sem descurar do excelente resultado das escolas industriais antes do 25/4, neste sentido até o insuspeito José Sócrates reconheceu, em 2010, que o ensino profissional está pior que no tempo do Estado Novo. A proposta do anterior regime era muito mais correta, dignificante e, sobretudo, produtiva para o País e para as suas Regiões.

O Programa Formativo de Inserção de Jovens (PROFIJ), se não puder ser integrado definitivamente na esfera da Qualificação Profissional, ou adaptado noutra mediada similar sob esta nova alçada, deveria ser extinto. Este programa é sim a maior manta de retalhados existente.


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sábado, 13 de fevereiro de 2021

Being There

Recentemente, na RTP 1, fui drasticamente surpreendido por um filme tocante e brilhante, de 1979, realizado por Hal Ashby, com interpretações excecionais de Peter Sellers, Shirley MacLaine e Melvyn Douglas.

Estruturalmente, este inovador e tocante filme, aborda a hodierna essência apodrecida da sociedade humana, ou seja, a ganância, a ambição do poder pelo poder, o amiguismo e os interesses de sociedades secretas terríficas que nos controlam, sabendo o argumento de Jerzy Kosinski dizer, de uma forma arguta e muito corajosa, que, apesar de tudo, todos têm redenção e que os "pobres" na linguagem das Escrituras, não são, efetivamente, como sempre defendi, apenas os do prisma económico, mas acima de tudo os perdidos de espírito na Verdade.


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O Rei / The King

Devo confessar que este filme, de 2019, produção da Netflix, surpreendeu-me.

Inicialmente não ia vê-lo com muito entusiasmo, mas fui, inversa e positivamente, confrontado com um bom filme.

Trata a vida de Henrique V de Inglaterra, monarca que também foi uma personagem shakespeariana, o mesmo que invadiu e foi declarado herdeiro e regente de França pelo tratado de Troyes.

Uma realização muito conseguida por David Michôd, mas muito mais que bem conseguida, mesmo excelente e surpreendente, interpretação de Timothée Chalamet como 'Henry V'. Uma carreira a acompanhar com atenção.

Imagem - A Coroação do Rei de Inglaterra, como Henrique V.


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Contágio

Este filme, de 2011, de Steven Soderbergh, tem demasiadas semelhanças com a realidade da Covid-19 de 2020...



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'Brasil Imperial'

Uma interessante série da Amazon Prime Vídeo que, acima do baixo cachet e de alguns, consequentes, pormenores na produção, tem uma estrutural seriedade no argumento.

Em reforço disso mesmo, ressalta à vista uma abordagem não simplesmente malévola da Rainha Carlota Joaquina, caraterística muitas vezes injustamente lhe atribuída.

As semelhanças fisionómicas da então Princesa Espanhola de Bourbon e futura Rainha de Portugal, são amplamente conseguidas.

Ganhou o trabalho com esse (novo) prisma dado a uma Rainha que, sem ser feminista, antes tradicionalista, soube enfrentar e se impor destemidamente a muitos homens como Mulher.


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«Se mandarem os Reis embora, hão-de tornar a chamá-Los» (Alexandre Herculano)

«(…) abandonar o azul e branco, Portugal abandonara a sua história e que os povos que abandonam a sua história decaem e morrem (…)» (O Herói, Henrique Mitchell de Paiva Couceiro)

Entre homens de inteligência, não há nada mais nobre e digno do que um jurar lealdade a outro, enquanto seu representante, se aquele for merecedor disso. (Pedro Paiva Araújo)

Este povo antes de eleger um chefe de Estado, foi eleito como povo por um Rei! (Pedro Paiva Araújo)

«A República foi feita em Lisboa e o resto do País soube pelo telégrafo. O povo não teve nada a ver com isso» (testemunho de Alfredo Marceneiro prestado por João Ferreira Rosa)

«What an intelligent and dynamic young King. I just can not understand the portuguese, they have committed a very serious mistake which may cost them dearly, for years to come.» (Sir Winston Leonard Spencer-Churchill sobre D. Manuel II no seu exílio)

«Everything popular is wrong» (Oscar Wilde)

«Pergunta: Queres ser rei?

Resposta: Eu?! Jamais! Não sou tão pequeno quanto isso! Eu quero ser maior, quero por o Rei!» (NCP)

Um presidente da república disse «(...)"ser o provedor do povo". O povo. Aquela coisa distante. A vantagem de ser monárquico é nestas coisas. Um rei não diz ser o provedor do povo. Nem diz ser do povo. Diz que é o povo.» (Rodrigo Moita de Deus)

«Chegou a hora de acordar consciências e reunir vontades, combatendo a mentira, o desânimo, a resignação e o desinteresse» (S.A.R. Dom Duarte de Bragança)

«Depois de Vós, Nós» (El-Rei D. Manuel II de Portugal, 1909)

«Go on, palavras D'El-Rey!» (El-Rei D. Manuel II de Portugal)