Este é um microcosmo apartidário embora ideológico, pois «nenhuma escrita é ideologicamente neutra*»

*Roland Bartes

Intros: 1 2

quinta-feira, 23 de abril de 2020

Uma vez que todos vamos morrer de alguma coisa...

Da mesma forma que muitos defendem/ram, obsessivamente, a MORTE de idosos que, alegadamente, já não tivessem nada para se apegar à vida, paralelamente, não é legitimo que um idoso, que é um cidadão igual a mim de plenos direitos, e que esteja de boa saúde, não possa ter a liberdade para usar e desfrutar da sua VIDA, sobretudo, quando sabe que o seu caminho começa, em tempo, a estreitar-se e encontra-se, simultaneamente, pelo Estado, confinado e longe dos seus entes queridos, sejam netos, filhos ou outros?
Se, por um lado, pode ser casuístico eutanasiar um idoso que queira morrer porque está disposto a despender a vida, não pode, por outro lado, ser, igualmente, casuístico libertar um idoso que queira, dentro dos parâmetros de segurança coletiva, estar disposto a abraçar a vida, despendendo uma ligeira hipótese de poder, eventualmente, arrisca-lá por desígnios maiores: o apego a ela, aos seus, à natureza ou outros ? 



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Entre homens de inteligência, não há nada mais nobre e digno do que um jurar lealdade a outro, enquanto seu representante, se aquele for merecedor disso. (Pedro Paiva Araújo)

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