Este é um microcosmo apartidário embora ideológico, pois «nenhuma escrita é ideologicamente neutra*»

*Roland Bartes

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sexta-feira, 21 de dezembro de 2018

A base maior: a Preparação

Porquê a Monarquia? Por isto: preparação para o cargo de maior importância, aquele que nos representa a todos como País.

Mesmo aqui ao lado, mas também na Suécia, na Dinamarca, na Holanda, na Noruega, na Inglaterra, na Bélgica, no Canadá, na Austrália, no Japão, no nosso Portugal até 1910...enfim sociedades atrasadas civilizacionalmente e que ainda têm orgulho em reis e monarcas. Para eles o rei "anda de espada e escudo", "foi enviado do Alto" e tem "sangue azul".

O que nos vale é que temos uma república toda modernaça, desenvolvida, que gera progresso, sem défice expressivo, pouca corrupção, onde o IDH é belíssimo, a saúde é top, onde somos muitos felizes, e muitíssimo mais respeitados no mundo do que aquilo que éramos antes de 5 de outubro de 1910.


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terça-feira, 5 de abril de 2016

A Linha da Sucessão/Preparação

O redutivo argumento republicano relativo à Sucessão (muitas vezes torpemente referido como “linhagem”) é ultrapassado pelo argumento objectivo da Preparação (ensino, estudo, formação, aprendizagem, etc) que um Rei requer, desde nascença, para o cargo de maior sensibilidade e, simultaneamente, maior importância na união e no progresso de um Estado. Nenhum Presidente alguma vez conseguirá estar preparado para esse lugar, em equiparação, como um(a) Rei/Rainha. O melhor que pode fazer, no pouco tempo que dispõe após conhecer da sua eleição, é uma interpretação correcta daquilo que o circundará em funções e, com alguma sorte e boa graça, ter um mandato genericamente reconhecido, como positivo, pelos portugueses. Nada mais do que isso.

Em verdade, poucos foram os infantes (entenda-se os filhos que não os primogénitos) que se tornaram reis e que tiveram excelentes reinados. Certo é que os nossos monarcas, no geral, tiveram bons reinados, mas a excelência, porém, esteve reservada, também no geral, àqueles que, por primogenitura, souberam que iriam ter de ocupar o cargo mais exigente de entre os portugueses: Rei de Portugal. Sobressai um elemento lógico: mais tempo traduz, supostamente, mais saber e preparação.

Como exemplos que confirmam aquela mencionada excelência, temos os casos, na Monarquia Constitucional, para ficarmos mais próximos do presente, dos Reis D. Pedro V e D. Carlos. Em contraste, o nosso surpreendido e estimadíssimo D. Manuel II nem tanto lhe foi possível o mesmo sucesso que aqueles seus antecessores.

Ou seja, se apesar do prestígio que D. Manuel II indiscutivelmente nos granjeia ainda hoje, embora tendo sido Rei literalmente à força com uma preparação não tão específica para o cargo como a do seu malogrado irmão – o Príncipe Real D. Luís Filipe, compare-se, ainda assim, aos nossos Presidentes (que muitos nem sabemos os nomes), analisando-se o respeito e a admiração que temos por eles…

Em suma, a realidade da Sucessão acaba por ser um instrumento pragmático que assegura, para a colectividade, a melhor qualidade possível no desempenho do cargo da suprema magistratura, garantido, igualmente, um know-how, se assim pudemos equiparar, tal como uma fórmula de sucesso está, paralelamente, para uma empresa ou para uma Marca de Grande Prestigio que há muitos anos assegura no seu seio o melhor serviço aos seus utilizadores/destinatários finais.
 

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quinta-feira, 4 de abril de 2013

A condição de ser Rei

Se o Rei não nascesse Rei, seria mais um igual aos outros. É o que pensam alguns. Para esses, eis a prova que um Rei não nasce por "direito divino".

Ora, este axioma não podia estar mais correcto. Estou absolutamente de acordo com ele.

De facto o axioma assenta sobre um substrato estritamente lógico. O Rei (ou Herdeiro) não nasce se não for para ser Rei. É pela condição de um dia vir a ser Rei que se torna, não por via divina, um entre muitos. Não porque seja melhor ou superior, mas pela simples razão que é ele que se vai entregar a uma missão única. Ele é o eleito pela História de um povo para ser forjado e formado para servir os outros.

Precisamente porque nasce para ser Rei é que pelo conhecimento, preparação e absoluta entrega ao País que se torna, após justamente coroado e aceite pelo Parlamento, o supremo magistrado da Nação.
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quinta-feira, 24 de janeiro de 2013

Nós tínhamos e temos!

Muitas das repúblicas assim seguiram nessa forma, pois não tinham base e preparação Real para as fazerem valer. 

Nós tínhamos e temos!
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sexta-feira, 28 de setembro de 2012

Americanismos 4

Porque será que o 6.º Presidente dos EUA, filho do 2.º, deu um excelente e bem formado chefe de Estado? Caso, quiçá, único naquele País…

Resposta aqui.
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quinta-feira, 22 de março de 2012

O valor...

As pessoas não devem ser valorizadas pelo que nascem, mas sim pelo que desenvolveram desse nascimento.
É precisamente por isso que prefiro um Rei/Rainha para chefe de Estado…toda a vida está a aprender e a desenvolver qualidades para nos servir.
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sexta-feira, 12 de agosto de 2011

Como na Suécia...

Quando tivermos a Monarquia Constitucional de volta em Portugal, era bom seguir-se o modelo Sueco.

Na estrita lógica da preparação para um cargo, quem nasça primeiro, em tese e coerência, terá mais tempo para se preparar convenientemente para servir o País. Assim, para os suecos, seja homem ou mulher, quem nascer primeiro será esse a começar a caminhada de preparação para representar e unir o seu País.Neste sentido, e aproveitado a nossa tradição pré e pós constitucional monárquica, em que as mulheres sempre tiveram lugar determinante, era apenas necessário aperfeiçoar. Exemplo: Nasce primeiro uma mulher...e seria ela a nossa representante de Estado.
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sábado, 12 de dezembro de 2009

Preparação sempre...


Trocando algumas palavras, há uns dias atrás, com uma pessoa amiga da Bulgária, dizia-me ela que, com a presente crise mundial, uma irmã sua, que reside naquela república popular, está a passar momentos difíceis. Foi reduzida no seu vencimento cerca de € 50,00. Ela aufere cerca de € 120,00. A conta de electricidade mensal ronda a cifra dos € 70,00.

Queixava-se ela de que o regime anterior tinha deixado mazelas no seu país, que não estavam a ser fáceis superar.

A este propósito cabe enquadrar a profundo carisma nacional que esta nação sempre teve no seu posicionamento geográfico europeu, enquanto Monarquia anterior e totalmente independente (contrastando, por exemplo, com uma República Checa que esteve inserida no Império Austro Húngaro).

Aquando da revolução comunista, a Bulgária acabaria por integrar o Pacto Varsóvia por “sugestão” da União das REPÚBLICAS Socialistas Soviéticas (URSS). Tal inata formatação regimental causou uma tremenda e nefasta mazela, a qual hoje está a ser de difícil recuperação naqueles países que anteriormente eram livres e independentes.

Neste contexto, Simeão II, último Rei da Bulgária, filho do grande Boris III, que teve de se exilar para Portugal, passados muitos anos após a tomada da Bulgária pelos comunistas, e tendo se dado a queda do muro de Berlim, Simeão voltou à sua caríssima Bulgária após 50 anos de exílio. Na Bulgária, os búlgaros, já em liberdade, não hesitaram em dar o poder ao seu ex-Rei...da forma mais célere que podiam. Porquê ?! Fartos de comunismo sobretudo, mas também porque sabiam: das capacidades que possuía pela preparação que recebera; da sua profunda e desinteressada entrega à regeneração da Bulgária; do seu patriotismo. Rapidez também aferida pela via como o povo búlgaro o colocou no poder que, embora sendo numa república popular, era aquela que agora dispunham. Mas por isso mesmo, de imediato e sem mais demora, puseram o Rei, a 24 de Julho de 2001, no cargo de primeiro-ministro.

Acrescentaríamos a este texto, alguns dados extraídos da Wikipedia, designadamente:

«Entretanto a situação alterava-se no seu país. O governo comunista terminou em 1990, quando o país teve eleições com a participação de diversos partidos. Assim, em 1996, Simeão retornou à Bulgária após quase 50 anos de exílio, grande parte dos quais preocupado com o desenvolvimento do seu país e com tudo o que dizia respeito à Bulgária. Nessas 5 décadas, trabalhou activamente ajudando os vários exilados búlgaros em redor do mundo, e manteve também estreito contacto com homens de negócios e outros atores fundamentais no processo político búlgaro. As suas múltiplas actividades (quase sempre em prol do seu país) levaram-no a diversas partes do mundo.

Em 1998, o Tribunal Constitucional devolveu-lhe as propriedades familiares confiscadas pelo golpe comunista. Em 6 de Abril de 2001, ele expressou o desejo de voltar ao serviço governamental, e ajudar a moldar através do seu contributo o futuro do seu país, agora liberto da influência soviética e em aproximação à União Europeia. Assim, participou num intenso movimento de moralização política e renovação da integridade nacional, baptizado com o seu nome. Como líder do Movimento Simeão II, chegou assim ao parlamento búlgaro na eleição de 17 de Junho de 2001, acabando conduzido ao cargo de primeiro-ministro em 24 de Julho de 2001, que ocupou até ao final do mandato, a 17 de Agosto de 2005. Foi durante o seu governo que a Bulgária aderiu à NATO em 2004, e preparou o terreno para a adesão à União Europeia, que se veio a efectuar a 1 de Janeiro de 2007.

Simeão II é um caso único na história: monarca deposto, conseguiu retornar ao poder, já não como rei numa monarquia, mas como chefe de um governo democrático de cariz republicano.»

Posto isto, terminaríamos afirmando que veio da Bulgária a prova que a preparação de um monarca é, indubitavelmente, a melhor via para servir um País. Logo porque o Rei é livre de partidos e de outras forças. A sua entrega é exclusiva à causa da protecção dos seus concidadãos. É para isso que ele nasce. E assim, em conclusão, sendo o Rei livre também os seus concidadãos, por inerência, também o serão mais.
+ Liberdade + Democracia.

Foto - http://www.life.com/image/1310772
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«Se mandarem os Reis embora, hão-de tornar a chamá-Los» (Alexandre Herculano)

«(…) abandonar o azul e branco, Portugal abandonara a sua história e que os povos que abandonam a sua história decaem e morrem (…)» (O Herói, Henrique Mitchell de Paiva Couceiro)

Entre homens de inteligência, não há nada mais nobre e digno do que um jurar lealdade a outro, enquanto seu representante, se aquele for merecedor disso. (Pedro Paiva Araújo)

Este povo antes de eleger um chefe de Estado, foi eleito como povo por um Rei! (Pedro Paiva Araújo)

«A República foi feita em Lisboa e o resto do País soube pelo telégrafo. O povo não teve nada a ver com isso» (testemunho de Alfredo Marceneiro prestado por João Ferreira Rosa)

«What an intelligent and dynamic young King. I just can not understand the portuguese, they have committed a very serious mistake which may cost them dearly, for years to come.» (Sir Winston Leonard Spencer-Churchill sobre D. Manuel II no seu exílio)

«Everything popular is wrong» (Oscar Wilde)

«Pergunta: Queres ser rei?

Resposta: Eu?! Jamais! Não sou tão pequeno quanto isso! Eu quero ser maior, quero por o Rei!» (NCP)

Um presidente da república disse «(...)"ser o provedor do povo". O povo. Aquela coisa distante. A vantagem de ser monárquico é nestas coisas. Um rei não diz ser o provedor do povo. Nem diz ser do povo. Diz que é o povo.» (Rodrigo Moita de Deus)

«Chegou a hora de acordar consciências e reunir vontades, combatendo a mentira, o desânimo, a resignação e o desinteresse» (S.A.R. Dom Duarte de Bragança)

«Depois de Vós, Nós» (El-Rei D. Manuel II de Portugal, 1909)

«Go on, palavras D'El-Rey!» (El-Rei D. Manuel II de Portugal)