Este é um microcosmo apartidário embora ideológico, pois «nenhuma escrita é ideologicamente neutra*»

*Roland Bartes

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quarta-feira, 5 de junho de 2013

“Sacrificou-se por causa de um princípio” (IV)

«Mas a perspetiva de uma nova normalidade teve um efeito perverso sobre a classe política. Os partidos desfizeram-se e a governação tornou-se impossível. D. Carlos arriscou. Propôs-se refundar a classe política e reformar o Estado. Para protagonista desse esforço, escolheu um político com reputação de honesto: João Franco. Quando os partidos impediram que Franco governasse com o parlamento, o rei usou as suas prorrogativas constitucionais para o manter no poder. Toda a classe política, dos conservadores aos republicanos, se virou contra D. Carlos. Espalharam sobre ele as calúnias que os ignorantes ainda hoje repetem. Uns foram mais longe, manipulando os militantes republicanos de Lisboa. Mas o atentado de 1908 só foi possível porque o rei, como um bom monarca constitucional, quis provar que confiava na população, entrando na capital sem escolta. Sacrificou-se por causa de um princípio.» 

Rui Ramos, historiador. Excerto da uma brilhante síntese biográfica de D. Carlos I, na Revista do Expresso, de 1/Jun/2013, a pág. 23.
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quinta-feira, 7 de março de 2013

A Autonomia dos Açores e João Franco

Curiosamente o Governo que instaurou e formalizou a Autonomia Açoriana foi liderado por aquele que muitos chamavam de "ditador": João Franco. Foi esse "ditador" que, segundo os republicanos, foi a gota de água para Monarquia. 

Foi esse "ditador" que deu a maior liberdade, alguma vez sequer imaginada, ao povo açoriano. Quem veio a seguir, a república, acabou com o Tribunal da Relação dos Açores e, entre 1926 e 1974, acabou, pura e simplesmente, com a Autonomia. 

Mataram D. Carlos, demonizaram João Franco...mas a pura e dura realidade é que perderam os açorianos e perderam os continentais. Perdemos todos com a instauração brutal da república. 

"Ditadores" como João Franco queria eu mais em Portugal, pois entendiam mais de Autonomia e Liberdade que muitos pseudo-democratas.
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quinta-feira, 17 de janeiro de 2013

A anedota

Retive este excerto, deste post:

«Quando, confessando-se impotente para ir mais longe nas necessárias reformas na Nação, devido às constantes acções de bloqueio dos partidos, que ele mesmo crismara de "rotativos", João Franco falou ao Rei na sua intenção de se demitir da chefia do governo, D. Carlos demoveu-o desse propósito contando-lhe uma anedota: "Na guerra dos sete anos, contra a Inglaterra, a Áustria e a França, Frederico, o Grande, já batalhava havia seis, quando, no momento mais rude da campanha, surpreendeu um granadeiro que se preparava para desertar; Frederico, serenamente, disse-lhe que ficasse e esperasse a batalha do dia seguinte:- ‘Se a perdermos, desertaremos os dois’"»
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Excelente compilação...

...da Cristina Ribeiro.
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quarta-feira, 21 de abril de 2010

«Se mandarem os Reis embora, hão-de tornar a chamá-Los» (Alexandre Herculano)

«(…) abandonar o azul e branco, Portugal abandonara a sua história e que os povos que abandonam a sua história decaem e morrem (…)» (O Herói, Henrique Mitchell de Paiva Couceiro)

Entre homens de inteligência, não há nada mais nobre e digno do que um jurar lealdade a outro, enquanto seu representante, se aquele for merecedor disso. (Pedro Paiva Araújo)

Este povo antes de eleger um chefe de Estado, foi eleito como povo por um Rei! (Pedro Paiva Araújo)

«A República foi feita em Lisboa e o resto do País soube pelo telégrafo. O povo não teve nada a ver com isso» (testemunho de Alfredo Marceneiro prestado por João Ferreira Rosa)

«What an intelligent and dynamic young King. I just can not understand the portuguese, they have committed a very serious mistake which may cost them dearly, for years to come.» (Sir Winston Leonard Spencer-Churchill sobre D. Manuel II no seu exílio)

«Everything popular is wrong» (Oscar Wilde)

«Pergunta: Queres ser rei?

Resposta: Eu?! Jamais! Não sou tão pequeno quanto isso! Eu quero ser maior, quero por o Rei!» (NCP)

Um presidente da república disse «(...)"ser o provedor do povo". O povo. Aquela coisa distante. A vantagem de ser monárquico é nestas coisas. Um rei não diz ser o provedor do povo. Nem diz ser do povo. Diz que é o povo.» (Rodrigo Moita de Deus)

«Chegou a hora de acordar consciências e reunir vontades, combatendo a mentira, o desânimo, a resignação e o desinteresse» (S.A.R. Dom Duarte de Bragança)

«Depois de Vós, Nós» (El-Rei D. Manuel II de Portugal, 1909)

«Go on, palavras D'El-Rey!» (El-Rei D. Manuel II de Portugal)