Este é um microcosmo apartidário embora ideológico, pois «nenhuma escrita é ideologicamente neutra*»

*Roland Bartes

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quinta-feira, 5 de outubro de 2017

"Respeitosa atitude de toda a população da Ericeira"

Sobre um bando de pistoleiros, arruaceiros, cobardes, malfeitores e idiotas, impôs-se a dignidade e a coragem dos pescadores da Ericeira em proteger e ajudar Aqueles que Nos Serviram por mais de 7 séculos.

Bravos!


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sábado, 27 de maio de 2017

Curso da História

E se alguém tivesse conseguido demover D. Carlos de ir naquele landau…?


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segunda-feira, 7 de julho de 2014

sexta-feira, 15 de fevereiro de 2013

O País encontra-se sem parentalidade

A parentalidade é uma necessidade inexplicavelmente intrínseca, que carece sempre da respectiva formalização. Os nossos pais não são eleitos e são a essência da nossa empresa familiar. 

No País passa-se a mesmíssima coisa.
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sábado, 5 de fevereiro de 2011

Retive este excerto...

...do Prof. Doutor Gonçalo Portocarrero de Almada

«Esta conaturalidade do regime monárquico, devida à sua estrutura essencialmente familiar, manifesta-se de muito modos, mas sobretudo na proximidade da nação em relação à Família Real. Não em vão, o Chefe da Casa Real francesa e a sua geração recebe um significativo nome: a Família de França. É assim porque os Reis e os seus descendentes são, de algum modo, a expressão mais representativa da soberania, não apenas na sua actualidade, mas também na sua origem e evolução. Se a pátria é, etimologicamente, a «terra dos pais», não pode ser simbolizada senão através da família que estabelece a relação histórica com os fundadores da nacionalidade, até porque um representante eleito por sufrágio é sempre um homem de facção, que tende a beneficiar os seus próprios eleitores contra os restantes cidadãos, não se identificando nunca, por conseguinte, com todos os seus compatriotas.

Com efeito, a concepção republicana da chefia do Estado é individualista, porque conta única e exclusivamente com a pessoa eleita e investida nessas funções, enquanto a concepção monárquica é familiar, porque não assenta apenas na pessoa do soberano, mas em toda a sua família, que participa nas suas funções e, por isso, está também ao serviço da comunidade nacional.»

Conclusão pessoal:
Monarquia --» Promoção --» Família.
República --» Promoção --» Individualismo (e respectivo culto da personalidade).
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sexta-feira, 12 de março de 2010

Do cume da montanha...

A meu ver o exemplo de transparência tem de emanar do cume da montanha da representatividade do País. E nesse cume deve estar o Rei como magistrado absolutamente neutro, blindado e alheio a interesses impróprios. Isso é assegurado precisamente porque não é eleito. Vejo isto como uma vantagem e não como uma desvantagem. Além disso, o problema nesta matéria é mais complexo e importa um conhecimento aprofundado do encadeamento histórico que resultou na nossa actual república. Daí que, ainda hoje, muitos não sabem o que andam a comemorar quanto a estes 100 anos da sua implantação, que de bom nada trouxe.

Gostaria também de trazer à colação o recente trabalho (bem) desenvolvido por Luís Bonifácio, divulgado no blogue Centenário da República. Quanto a este, tenho verificado alguns comentários na blogosfera que questionam se um regime monárquico «viveria» com o valor concluído. Quanto a isso gostaria de dizer que a Monarquia viveria, sobreviveria e, quiçá, não fosse sequer preciso os € 10.528.177,09. Talvez (quase de certeza) não fosse preciso tanto, mesmo porque em Espanha o valor é menor que aquele que vem para a “Casa Civil” do nosso Portugal republicano. Há muito que os Bragança tiveram de se habituar a viver comedidamente, derivado de terem sido roubados (pois implicou violência) pela república.

Cabe recordar aos formuladores de semelhantes comentários que os Bragança foram “nacionalizados”, por exemplo, correlação aos seus bens imóveis pessoais. Os Bragança já tinham posses antes sequer de serem Casa reinante em Portugal. Eu, por exemplo, não gostava que fossem aos meus bens próprios! E aos dos senhores “formuladores” ? Gostavam que um grupo de energúmenos ilegitimamente lhe retirassem todos os bens imóveis e até hoje não os vissem restituídos ?

Nesses comentários também foram apontadas “propriedades” menos qualitativas, maliciosa e subtilmente apontadas à Monarquia. Cabe clarificar que as mesmas abundam e são típicas de hoje, sendo que não estamos em Monarquia. Em Monarquia estão: uma Noruega, uma Austrália, um Canadá, uma Suécia, uma Holanda, uma Inglaterra, uma Bélgica, etc… Por isso, e concluindo, progresso implica, fundamentalmente, três aspectos: Idoneidade, transparência e, consequentemente, credibilidade. Estas são “propriedades” que infelizmente o nosso sistema constitucional, após 1910, não tem sido próspero… É do cume da montanha que começa o exemplo…!
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domingo, 21 de fevereiro de 2010

Monarquia portuguesa: 100 anos também vantajosos

A propaganda do século XX foi a pior arma alguma vez usada contra as Monarquias. Algumas foram feridas de morte, outras vão sendo de forma paulatina, metódica e sincopada como um abutre que vai mordiscando uma vítima que vagueia com dificuldades num deserto árido.

A Monarquia portuguesa não passou (tirando uns escassos 10 anos) pelo século XX.

A Família Real Portuguesa era equilibrada e respeitada… interna e externamente. Prova disso eram os sobrenomes que, à parte do portuguesíssimo Bragança, transportavam, por exemplo, um Rei D. Pedro V, um Rei D. Carlos ou um Rei D. Manuel II: Bourbon, Saxe Coburg Gotha, Sabóia, etc. Todos os Estados, aquando da Monarquia, gostavam de "casar" com Portugal, o que depois se reflectia, por mera inerência, nos sobrenomes aludidos. Saliente-se que não está em causa a pompa daqueles, mas sim os laços de confiança entre Estados que eles traduziam…

Por isso, pode ser dito, de certa forma, que este processo cariz destrutivo, nascido no século XX, que vai atingindo, especialmente e ainda hoje, as famílias Reais Inglesa e Espanhola, não atingiu a portuguesa…e ainda bem.

Por isso, e de certo modo, este período de interregno (ou de suspensão se preferirem), é vantajoso e de valia à presente Casa Real Portuguesa, pois estes últimos cem anos de distorção regimental em Portugal, foram da maior importância para sedimentar, perceber e rejuvenescer o enquadramento a dar ao modus operandi que deve seguir a futura Monarquia lusa. A nossa Família Real por não ter passado pelo século XX, foi salvaguardada e levada a perceber, com a tranquilidade que outras (provavelmente) não tiveram, como são os novos tempos e o querem e precisam hoje os portugueses de um chefe de Estado.
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domingo, 25 de outubro de 2009

Qual dos regimes sairia menos dispendioso ao País ? Monárquico ou republicano ?

Admitindo um cenário de existência de uma família real reinante no Continente e arquipélagos autonómicos, como referência e atitude simbólica da representatividade do Estado, em que o modus vivendi se circunscreve unicamente àquela instituição familiar, enquanto reinasse, poderia esta solução não deixar de ser uma hipótese bem mais rentável ao erário público do que a ora vigente. Isto poderá ser tido em conta se considerarmos o seguinte:

- No presente cenário de república, o erário público tem de assegurar o seu Presidente, os ex-Presidentes, as respectivas esposas e viúvas. Já sem descurar dos avultadíssimos dispêndios com as campanhas dos candidatos presidenciais, o «universo» republicano não comportará uma cifra bem mais alargada para o Estado atender…?!


Não obstante o supra exposto, aqui ficam os dados (...entenda-se os valores) concretos:


Com € 16 Milhões e:
"Pedem-nos dinheiro, mas em Belém não temos nada"!?
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segunda-feira, 5 de outubro de 2009

Monárquicos desafiam República a um referendo


«Em pleno dia de comemoração da República, um grupo de monárquicos lançou um desafio ao regime: quer uma alteração da Constituição, que permita a realização de um referendo. Os republicanos rejeitam o desafio, garantindo que a República é pacífica em Portugal. E o PS já diz que não muda nada.
Esta madrugada, já em pleno dia de comemoração da República, um grupo de centenas de monárquicos desembarcou simbolicamente perto do Terreiro do Paço, correu em direcção ao Largo Camões, hasteou a bandeira da Casa Real e pediu que se abrissem as portas à realização de um referendo, em Portugal, à República.

O desafio foi preparado com máxima discrição e teve de contornar vários obstáculos, explicou ontem ao DN - ainda antes da iniciativa - Paulo Teixeira Pinto, o ex-governante e ex-presidente do BCP, que agora lidera a Causa Real.

Os obstáculos começaram no sábado, quando o grupo (estavam previstos 500 defensores da causa) recebeu a informação de que não poderiam desembarcar, como o rei D. Carlos há 101 anos, no dia do regicídio, no Terreiro do Paço, mas apenas no Cais do Sodré. Continuaram com um aviso: de que a bandeira monárquica não poderia entrar a bordo - o que não impediu ninguém, nem o próprio Teixeira Pinto, de a usar, assim como de ostentar as T-shirts a dizer "Eu quero um Rei". No início da iniciativa, tudo corria como previsto, com a polícia a acompanhar o grupo.

Mas a aventura nocturna era só simbólica. Antes de entrar no cacilheiro que o levaria ao Cais do Sodré, Paulo Teixeira Pinto garantia ao DN que a sua luta, a da monarquia, "é política". No discurso que preparou para fazer, de uma varanda do Largo Camões, constava uma exigência bem definida: "Queremos suprimir a cláusula da Constituição que diz ser irremovível a República como base do sistema político português."

A questão é polémica. Teixeira Pinto diz que "só" quer trocar a palavra "República" dessa alínea constitucional pela palavra "democracia" - alegando que essa, sim, é a base do sistema político nacional. Porém, a ser aceite pelos deputados, a alteração permitiria um outro passo, que constitui o verdadeiro objectivo da acção desta madrugada: "Fazer um referendo" à República - que hoje faz 99 anos de existência.

A guerra é política e os monárquicos sabem disso. Mas não partidária, alegam. "Eu sou monárquico e nunca votei no PPM", garante. Mas o certo é que, para atingir os objectivos, elaterá sempre de contar com apoio nos partidos.

Agora, depois do discurso - que diz ser o "primeiro passo" de uma luta que quer levar até ao fim - Teixeira Pinto quer que a sua Causa Real vote o passo seguinte: levar ao Parlamento uma proposta, para que lá se discuta a mudança constitucional. É que a legislatura que começa agora é de revisão. E as novas regras da Assembleia já permitem que um grupo de cidadãos apresente propostas para votação.

Porém, nada indica que a iniciativa tenha sucesso dentro de São Bento. Vital Moreira, deputado da Constituinte de 1975 e fiel a José Sócrates, é taxativo na rejeição da proposta. "Ninguém vai mexer nisso. E, em matéria de divertimento, já vi melhor."

À previsível resposta, Teixeira Pinto recorda um debate, na RTP, onde esteve com António Reis e Medeiros Ferreira, dois republicanos e socialistas que, garante, admitiram que a cláusula não fazia sentido, admitindo mudá-la. Ontem, em declarações ao DN, Medeiros Ferreira admite recordar-se desse debate, mas não do "compromisso". "Os monárquicos tiveram uma oportunidade de ouro para participar nessa discussão em 1975, mas afastaram-se. Hoje, essa não é uma questão pendente", remata o ex-deputado.

Na próxima bancada socialista, de resto, reina a desconfiança face à proposta. "A República é um caminho adequado", diz Ricardo Rodrigues. E se a proposta chegar mesmo a São Bento? "São precisos dois terços dos deputados para a aprovar", recorda o socialista.

Se a ideia ficar pelo caminho, o referendo ao regime fica excluído. Mas Teixeira Pinto promete não desistir. Este ano, promete várias acções "surpreendentes". E já se prepara para, de hoje a um ano, contar quantos republicanos e quantos monárquicos estarão nas respectivas cerimónias.»

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«Se mandarem os Reis embora, hão-de tornar a chamá-Los» (Alexandre Herculano)

«(…) abandonar o azul e branco, Portugal abandonara a sua história e que os povos que abandonam a sua história decaem e morrem (…)» (O Herói, Henrique Mitchell de Paiva Couceiro)

Entre homens de inteligência, não há nada mais nobre e digno do que um jurar lealdade a outro, enquanto seu representante, se aquele for merecedor disso. (Pedro Paiva Araújo)

Este povo antes de eleger um chefe de Estado, foi eleito como povo por um Rei! (Pedro Paiva Araújo)

«A República foi feita em Lisboa e o resto do País soube pelo telégrafo. O povo não teve nada a ver com isso» (testemunho de Alfredo Marceneiro prestado por João Ferreira Rosa)

«What an intelligent and dynamic young King. I just can not understand the portuguese, they have committed a very serious mistake which may cost them dearly, for years to come.» (Sir Winston Leonard Spencer-Churchill sobre D. Manuel II no seu exílio)

«Everything popular is wrong» (Oscar Wilde)

«Pergunta: Queres ser rei?

Resposta: Eu?! Jamais! Não sou tão pequeno quanto isso! Eu quero ser maior, quero por o Rei!» (NCP)

Um presidente da república disse «(...)"ser o provedor do povo". O povo. Aquela coisa distante. A vantagem de ser monárquico é nestas coisas. Um rei não diz ser o provedor do povo. Nem diz ser do povo. Diz que é o povo.» (Rodrigo Moita de Deus)

«Chegou a hora de acordar consciências e reunir vontades, combatendo a mentira, o desânimo, a resignação e o desinteresse» (S.A.R. Dom Duarte de Bragança)

«Depois de Vós, Nós» (El-Rei D. Manuel II de Portugal, 1909)

«Go on, palavras D'El-Rey!» (El-Rei D. Manuel II de Portugal)