Este é um microcosmo apartidário embora ideológico, pois «nenhuma escrita é ideologicamente neutra*»

*Roland Bartes

Intros: 1 2

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quinta-feira, 5 de setembro de 2013

Elite vs elitismo

As declarações proferidas por Cristina Espírito Santo, ao Expresso, sobre um determinado estrato social carenciado, antes de mais, são desprestigiantes para a própria. A sua retratação não elimina a pureza cruel do seu impulso, sublinhe-se.

Todavia, o mais desconcertante é o total desarreigamento da realidade, uma profunda ausência de consciência social. Desclassificado, até mesmo, para as verdadeiras elites deste País. Até por motivação histórica, deviam ser essas próprias elites, antes de quaisquer outros, a repudiar tal acto.

Mais grave do que “brincar aos pobrezinhos”, é ver-se o reflexo de tais declarações. Qual espelho padrasto... Afirmações que enfermam o nível das nossas elites. O General Ramalho Eanes falou um dia de “fracas elites”.

Tal conduta “riquista” (seja ela nova ou velha) é desconcertante perante o exemplo dos humanistas ininterruptos em Portugal, elites verdadeiras que sempre fizeram do próximo a sua chancela maior. Arreigados neste Povo, conhecedores transversais. Nascem bem mas, desde sempre, de olhos fixados na real importância daqueles que passam necessidades…seus irmãos em dignidade. Exemplos como a real infanta D. Adelaide de Bragança, são apenas um entre alguns que nos descansam enquanto portugueses e que nos fazem pensar que nem tudo está mal, seja de cima a baixo e vice-versa.

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quinta-feira, 3 de maio de 2012

Centrem-se nesta história real

De facto a Infanta D. Adelaide de Bragança e seu avô El-Rei D. Miguel I eram individualidades à parte, mesmo entre nobreza e Reis. 
Eram ímpares entre pares!

«(...) Agarrou-me na mão e disse-me: "Vai haver uma grande batalha". 
E eu disse-lhe: Não se preocupe, eu acho que o Bem ganha sempre ao Mal. E ela olhou para mim, sorriu e fechou os olhos.»

Precisamos deles de volta, eles são a única saída para termos uma melhor democracia...para salvarmos Portugal. Precisamos dos Bragança!
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quinta-feira, 1 de março de 2012

Max Richter . "Infra 3" (2010)

Dedico a este tema à grande obra que foi a vida da Senhora Infanta de Portugal, Dna. Adelaide de Bragança.
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sexta-feira, 24 de fevereiro de 2012

In Memoriam - Morreu SAS Dna. Maria Adelaide de Bragança van Uden, neta de El-Rei D. Miguel I

PORTUGAL FICOU HOJE EFECTIVAMENTE MAIS POBRE.
Dirijo as minhas sentidas condolências à Família de SAS.

Só ao alcance das Grandes Mulheres:
«A morte é uma transição, é como se fosse ao Brasil ou à Indonésia, se eu fosse à Austrália durante 5 anos era muito mais longe.
A Minha fé facilita muito o fim da vida, porque o caminho é claro.
Se morrer hoje eu sei concretamente qual é o meu futuro.
A questão de se ter duvidas é a dificuldade de não se saber bem o que é que vai acontecer.
Ter fé facilita muito o fim da vida” .(...)»
Infanta Dona Maria Adelaide de Bragança van Uden
(31 de Janeiro de 1912 a + 24 de Fevereiro de 2012)
Texto lido no blogue FRP.

Por mais destaques que se façam agora (1, 2, 3, 4, 5...)...serão sempre insuficientes para uma mulher desta dimensão.
Como português, e em relação à partida da Senhora Dna. Maria Adelaide de Bragança, neta de El-Rei D. Miguel I, sinto-me efectivamente triste e deficitário.

Foto - i
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terça-feira, 31 de janeiro de 2012

100 anos de exemplo

Quero, por este meio, desejar os meus votos sinceros de saúde e felicidade à aniversariante centenária, Sua Alteza Sereníssima Dona Maria Adelaide de Bragança van Uden. A última neta viva de um Rei de Portugal e dos Algarves, in casu de El-Rei D. Miguel I, aquela que, na zona de conflito, podendo optar por uma confortável posição de neutralidade, optou por um caminho mais simples: participar activamente na resistência contra os nazis. Por isso foi presa e condenada à morte por fuzilamento…que só não se concretizou porque o Estado português interveio a tempo. Agora, noutros tempos, o mesmo Estado condecora tardiamente um exemplo de força e de patriotismo.

É o que andamos a perder com esta república, pois com os Bragança é assim.
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quinta-feira, 26 de janeiro de 2012

A Infanta Dona Adelaide

(Clicar na imagem)
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«Se mandarem os Reis embora, hão-de tornar a chamá-Los» (Alexandre Herculano)

«(…) abandonar o azul e branco, Portugal abandonara a sua história e que os povos que abandonam a sua história decaem e morrem (…)» (O Herói, Henrique Mitchell de Paiva Couceiro)

Entre homens de inteligência, não há nada mais nobre e digno do que um jurar lealdade a outro, enquanto seu representante, se aquele for merecedor disso. (Pedro Paiva Araújo)

Este povo antes de eleger um chefe de Estado, foi eleito como povo por um Rei! (Pedro Paiva Araújo)

«A República foi feita em Lisboa e o resto do País soube pelo telégrafo. O povo não teve nada a ver com isso» (testemunho de Alfredo Marceneiro prestado por João Ferreira Rosa)

«What an intelligent and dynamic young King. I just can not understand the portuguese, they have committed a very serious mistake which may cost them dearly, for years to come.» (Sir Winston Leonard Spencer-Churchill sobre D. Manuel II no seu exílio)

«Everything popular is wrong» (Oscar Wilde)

«Pergunta: Queres ser rei?

Resposta: Eu?! Jamais! Não sou tão pequeno quanto isso! Eu quero ser maior, quero por o Rei!» (NCP)

Um presidente da república disse «(...)"ser o provedor do povo". O povo. Aquela coisa distante. A vantagem de ser monárquico é nestas coisas. Um rei não diz ser o provedor do povo. Nem diz ser do povo. Diz que é o povo.» (Rodrigo Moita de Deus)

«Chegou a hora de acordar consciências e reunir vontades, combatendo a mentira, o desânimo, a resignação e o desinteresse» (S.A.R. Dom Duarte de Bragança)

«Depois de Vós, Nós» (El-Rei D. Manuel II de Portugal, 1909)

«Go on, palavras D'El-Rey!» (El-Rei D. Manuel II de Portugal)