Este é um microcosmo apartidário embora ideológico, pois «nenhuma escrita é ideologicamente neutra*»

*Roland Bartes

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quinta-feira, 30 de agosto de 2012

"Vergastadas a um popular durante a Patuleia"


Foto – "Tropas governamentais exercem represálias sobre os partidários da revolta da Patuleia. Apesar de não se encontrar identificado, o sítio representado sugere a antiga vila de Ourém junto da qual o Conde de Bonfim estabeleceu o seu Quartel General."

Quando o poder instituído quer vergar a genuína vontade do povo o resultado é simples…e está à vista: é o que somos hoje.
O mais caricato disto tudo é que El-Rey D. Miguel I era/é epitetado como um "bandido", mas afinal apenas o Povo estava com ele …ao ponto dos Setembristas (ala de esquerda dos Liberais) unirem-se à sua causa.
É de facto impressionante o quanto mal ficamos no actual desfecho …a república constitucional. 
Mataram o embrião do nosso “Carlismo”, quer à direita, quer à esquerda!
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quinta-feira, 19 de abril de 2012

Será um indicativo do Miguelismo de esquerda...?

Sabendo que um Rei não é de direita nem de esquerda, que é do povo, mas que pode ser admirado pela direita como pela esquerda, será que o Zeca Afonso, com "As sete mulheres do Minho" (hino indesmentível à Maria da Fonte), nos quis dar o mote (ou o toque se preferirem a expressão musical) para uma variante de esquerda do Miguelismo, enquanto congénere ideológica do Carlismo esquerdista espanhol, curiosamente tendo sido este último menos antigo?
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sexta-feira, 28 de outubro de 2011

O Carlismo | O Miguelismo | O Socialismo | A Social Democracia

Apesar do Carlismo espanhol ser próximo ao Miguelismo português, há duas coisas que não deixo de sentir:
1.ª) Uma maior supremacia do prisma político do Império português, embora naquele período conturbado, sobre o espanhol;
2.ª) Não são muito fáceis de explicar as duas derivações que o Carlismo deixou e que, ainda hoje, se fazem tenuemente sentir no país vizinho: a) O socialismo autogestionário, chamado de Partido Carlista e; b) Comunhão Tradicionalista Carlista, partidário do conservadorismo.

Nota – Fica a questão: Concentrando-nos na aludida alínea a), será que a Maria da Fonte, emanada directamente do povo e sem “cabecilhas”, por muitos considerada a última expressão activa do Miguelismo em Portugal, seria, aos olhos de hoje, um verdadeiro socialismo ou social democracia originária do povo e não das elites “pensantes”? Aquele verdadeiro socialismo de Azedo Gneco, o verdadeiro pai do socialismo em Portugal (que pretendia fundar o Partido Socialista Português [PSP]), acarinhado por D. Manuel II, mas destruído pelo Partido Republicano…antepassado do actual PS (de cariz francês)?
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«Se mandarem os Reis embora, hão-de tornar a chamá-Los» (Alexandre Herculano)

«(…) abandonar o azul e branco, Portugal abandonara a sua história e que os povos que abandonam a sua história decaem e morrem (…)» (O Herói, Henrique Mitchell de Paiva Couceiro)

Entre homens de inteligência, não há nada mais nobre e digno do que um jurar lealdade a outro, enquanto seu representante, se aquele for merecedor disso. (Pedro Paiva Araújo)

Este povo antes de eleger um chefe de Estado, foi eleito como povo por um Rei! (Pedro Paiva Araújo)

«A República foi feita em Lisboa e o resto do País soube pelo telégrafo. O povo não teve nada a ver com isso» (testemunho de Alfredo Marceneiro prestado por João Ferreira Rosa)

«What an intelligent and dynamic young King. I just can not understand the portuguese, they have committed a very serious mistake which may cost them dearly, for years to come.» (Sir Winston Leonard Spencer-Churchill sobre D. Manuel II no seu exílio)

«Everything popular is wrong» (Oscar Wilde)

«Pergunta: Queres ser rei?

Resposta: Eu?! Jamais! Não sou tão pequeno quanto isso! Eu quero ser maior, quero por o Rei!» (NCP)

Um presidente da república disse «(...)"ser o provedor do povo". O povo. Aquela coisa distante. A vantagem de ser monárquico é nestas coisas. Um rei não diz ser o provedor do povo. Nem diz ser do povo. Diz que é o povo.» (Rodrigo Moita de Deus)

«Chegou a hora de acordar consciências e reunir vontades, combatendo a mentira, o desânimo, a resignação e o desinteresse» (S.A.R. Dom Duarte de Bragança)

«Depois de Vós, Nós» (El-Rei D. Manuel II de Portugal, 1909)

«Go on, palavras D'El-Rey!» (El-Rei D. Manuel II de Portugal)