Este é um microcosmo apartidário embora ideológico, pois «nenhuma escrita é ideologicamente neutra*»

*Roland Bartes

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sábado, 23 de julho de 2016

Acordo Ortográfico

Sem prejuízo das etiquetas já previamente constituídas, cujas redações se manterão, comunica-se que, a partir da presente data, os textos do blogue serão redigidos conforme o novo acordo ortográfico em vigência.

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sábado, 23 de maio de 2015

"Abysmo"


Está muita gente exaltada com o novo acordo do Dr. Santana, mas esquecem-se do verdadeiro crime que a república cometeu em 1911, aí sim descaracterizando a nossa língua e a sua origem, que Pessoa, e bem, tanto protestou.
Enfim...nada que os correctores do word não resolvam com facilidade.
Ainda vou escrevendo textos pessoais no anterior acordo, mas está para breve a minha total transição para o novo acordo ...sempre são mais pessoas a escrever proximamente o ("novo") português.

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quinta-feira, 8 de dezembro de 2011

Acordado!

Está decidido:
Terminou a posição neutral e céptica. Entre usar a ortografia de 1911 (catastrófica para a época – dito e redito por Pessoa) da I república e usar a da III república, do Dr. Pedro Santana Lopes, mal por mal, descaio para a última "reforma". Sempre é generalizadamente mais sucinta e universalizante.
Entretanto, e enquanto não se vulgarizarem os correctores de texto, continua-se a escrever (infelizmente) na forma imposta em 1911.
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quinta-feira, 13 de outubro de 2011

Novas ortografias...

Deixo ao V. critério a apreciação da via (também aqui) republicana da ortografia portuguesa. Mas antes, um texto de Fernando Pessoa sobre o acordo ortográfico de 1911, imposto pelo regime.

«Não tenho sentimento nenhum politico ou social. Tenho, porém, num sentido, um alto sentimento patriotico. Minha patria é a lingua portugueza. Nada me pesaria que invadissem ou tomassem Portugal, desde que não me incommodassem pessoalmente, Mas odeio, com odio verdadeiro, com o unico odio que sinto, não quem escreve mal portuguez, não quem não sabe syntaxe, não quem escreve em orthographia simplificada, mas a pagina mal escripta, como pessoa propria, a syntaxe errada, como gente em que se bata, a orthographia sem ipsilon, como escarro directo que me enoja independentemente de quem o cuspisse.»
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quinta-feira, 8 de setembro de 2011

Para 'atualizar-me' às modas, pá…!

Em sintonia com a inovação introduzida pelo Acordo Ortográfico, devemos 'atualizar-nos' para contar histórias às nossas crianças de modo a proporcionar-lhes, à parte da realidade, um ambiente interessante, bonito e próspero da vida.
Assim, passaremos contar histórias "de encantar" de uma ou de outra forma:
a) “Era uma vez um presidente de república…”; ou
b) “Era uma vez uma filha de um presidente da república, que se chamava Isabel (dos Santos) e vivia num palácio muito luxuoso num país distante. Ela era muito, muito rica…”.
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«Se mandarem os Reis embora, hão-de tornar a chamá-Los» (Alexandre Herculano)

«(…) abandonar o azul e branco, Portugal abandonara a sua história e que os povos que abandonam a sua história decaem e morrem (…)» (O Herói, Henrique Mitchell de Paiva Couceiro)

Entre homens de inteligência, não há nada mais nobre e digno do que um jurar lealdade a outro, enquanto seu representante, se aquele for merecedor disso. (Pedro Paiva Araújo)

Este povo antes de eleger um chefe de Estado, foi eleito como povo por um Rei! (Pedro Paiva Araújo)

«A República foi feita em Lisboa e o resto do País soube pelo telégrafo. O povo não teve nada a ver com isso» (testemunho de Alfredo Marceneiro prestado por João Ferreira Rosa)

«What an intelligent and dynamic young King. I just can not understand the portuguese, they have committed a very serious mistake which may cost them dearly, for years to come.» (Sir Winston Leonard Spencer-Churchill sobre D. Manuel II no seu exílio)

«Everything popular is wrong» (Oscar Wilde)

«Pergunta: Queres ser rei?

Resposta: Eu?! Jamais! Não sou tão pequeno quanto isso! Eu quero ser maior, quero por o Rei!» (NCP)

Um presidente da república disse «(...)"ser o provedor do povo". O povo. Aquela coisa distante. A vantagem de ser monárquico é nestas coisas. Um rei não diz ser o provedor do povo. Nem diz ser do povo. Diz que é o povo.» (Rodrigo Moita de Deus)

«Chegou a hora de acordar consciências e reunir vontades, combatendo a mentira, o desânimo, a resignação e o desinteresse» (S.A.R. Dom Duarte de Bragança)

«Depois de Vós, Nós» (El-Rei D. Manuel II de Portugal, 1909)

«Go on, palavras D'El-Rey!» (El-Rei D. Manuel II de Portugal)